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registos » revista patrim贸nios » Patrim贸nios n.潞 4 » ADERAV (1979-2004). 25 Anos ao servi莽o de Aveiro e sua Regi茫o

ADERAV (1979-2004). 25 Anos ao servi莽o de Aveiro e sua Regi茫o

ADERAV 鈥 (1979-2004)

25 anos ao servi莽o de Aveiro e sua Regi茫o

Amaro Neves *

Naturalmente, todas as obras e projectos t锚m o seu princ铆pio, a ideia base, por mais simples que sejam. E, em regra, conhecem alguma atribula莽茫o nos momentos do nascimento, sobretudo se este envolve sectores e interfaces sociais, pelas implica莽玫es diversas das teias pol铆ticas ou dos grupos socio-profissionais em presen莽a.

Neste particular, uma associa莽茫o de defesa do patrim贸nio, podendo parecer in贸cua, aos tempos de hoje, arrastava 脿 partida ideias novas n茫o s贸 na amplitude dos valores a preservar, tanto de ordem natural como cultural, como no vasto leque de saberes que tal defesa exigia, colocando implicitamente em quest茫o um entendimento de "patrim贸nio" e de posturas que, para esse tempo, eram considerados como j谩 ultrapassados, al茅m de que n茫o era de modo nenhum aceit谩vel como um exerc铆cio profissional exclusivamente circunscrito aos museus portugueses e seus t茅cnicos ou ao saber arqueol贸gico e dos "monumentos nacionais", como ent茫o estavam classificados.

Havia a consci锚ncia de que era importante alargar horizontes no estudo, na valoriza莽茫o e na defesa dos valores nacionais, mas tamb茅m era igualmente importante dar aten莽茫o aos valores regionais, quando estes fossem representativos do ser e do viver das comunidades, como alma do povo.

1. A ideia e a sua concretiza莽茫o

脡 verdade que, ap贸s o 25 de Abril de 1974, com a instabilidade e as convuls玫es que o pa铆s conheceu, quebrando-se elos de autoridade, e at茅 se refazerem novas formas e regras de vida e respeito social, de cariz democr谩tico, muitos desmandos se cometeram, inclusivamente obrigando milhares de cidad茫os a abandonar esta terra que era a sua p谩tria. Foram, neste percurso, alguns anos de grande agita莽茫o em Portugal e de constantes delapida莽玫es e destrui莽茫o do patrim贸nio nacional e regional, sem responsabilidades assumidas por parte das autoridades e dos poderes constitu铆dos, por debilidade do exerc铆cio da autoridade.

E assim, era vis铆vel o empobrecimento da na莽茫o, saqueada e destru铆 da por indiv铆duos que surgiam a coberto da fragilidade do poder ou por pessoas que, sendo bem conhecedoras, nacionais ou estrangeiras, aproveitavam a situa莽茫o em beneficio pr贸prio ou, at茅, passando a fronteira com valores que eram simplesmente portugueses... quantas vezes para destinos duvidosos.

Neste contexto, angustiado, alguns grupos de cidad茫os, mais corajosos, insurgiam-se na imprensa nacional contra estas situa莽玫es, enquanto outros, mais a n铆vel regional e, em regra, identificados com o ensino, "mais ligados 脿 Hist贸ria, 脿s Artes tradicionais e 脿 Arquitectura come莽avam a apelar ao bom senso, interrogando "Quo vadis, Portugal?" Encontrava-me, como professor efectivo, na Escola Secund谩ria de 脕gueda, e com os colegas de grupo 鈥 o Am茅rico B. Figueira, a Esmeralda B. Figueira, o Deniz de Ramos... (脿s vezes tamb茅m outros) 铆amos comentando a situa莽茫o e constatando a urg锚ncia de formalizar um "grupo de estudos" (eventualmente com sede em 脕gueda)(1) cujos objectivos assentariam na defesa e valoriza莽茫o e estudo dos valores culturais da Regi茫o, sobretudo como ac莽茫o pedag贸gica a desenvolver nas comunidades, nas escolas, nos organismos associativos, na imprensa".

脡 verdade que se partia de uma base claramente idealista 鈥 dir茫o alguns 鈥 como se fosse poss铆vel mudar ou converter o pa铆s a partir de 脕gueda. Se tanto se n茫o pensava, havia pelo menos a ideia, conscientemente assumida, de que alguma coisa se devia e podia fazer de positivo, neste sentido, e era j谩 um bom contributo, come莽ando pelo mundo que nos rodeava e, acima de tudo, passando a "mensagem" aos alunos das escolas do ensino secund谩rio.

Durante o ver茫o desse ano, por茅m, em resultado de concurso nacional, fui colocado, como efectivo, no Liceu de Aveiro, continuando a manter, no entanto, uma liga莽茫o muito pr贸xima com o "grupo de 脕gueda" e alargando a minha colabora莽茫o no seman谩rio "Litoral", com tem谩ticas afins do Patrim贸nio Cultural, enquanto estabelecia novos contactos para que a ideia que havia brotado a partir de 脕gueda, entre amigos e colegas de trabalho, se solidificasse e desse frutos.

Como caindo a sopa no mel, apareceu no placard do Liceu Nacional de Aveiro o an煤ncio de um "Curso de Dinamiza莽茫o para a Conserva莽茫o do Patrim贸nio Art铆stico e Cultural", promovido pela Secretaria de Estado da Cultura que iria decorrer na primeira quinzena de Setembro (1977), em Lisboa, para o qual imediatamente me inscrevi. Nele participei e colhi ensinamentos em 谩reas de que jamais havia ouvido falar, com diversas visitas guiadas a s铆tios e monumentos da 谩rea de Lisboa, bem como fui estabelecendo conhecimentos pessoais alargados mas identificados com as problem谩ticas do semin谩rio, com vista a novos desenvolvimentos.

A partir daqui, cautelosamente e devidamente programados (havia, ao tempo, uma apet锚ncia revolucion谩ria para tentar controlar estas ac莽玫es), come莽aram a realizar-se alguns "semin谩rios regionais", por Distritos (Viseu, Coimbra, Santar茅m, Porto...) em que participei, raramente acompanhado pelos aveirenses mais sensibilizados, 脿 excep莽茫o do I Congresso Internacional para a Investiga莽茫o e Defesa do Patrim贸nio, que decorreu em Alcoba莽a (no final de Maio de 1978), dentro das celebra莽玫es do 8掳 Centen谩rio da funda莽茫o do seu mosteiro cisterciense, onde estiveram tamb茅m os Drs Esmeralda Augusta e Am茅rico B. Figueira. Neste encontro se solidificaram as rela莽玫es com outros entusiastas destas problem谩ticas (um pouco a n铆vel nacional), entre eles, por mais perto de Aveiro, os amigos de Figueira da Foz (Dr.陋 M. Adelaide Ribeiro e Dr. Jos茅 Azevedo) e de Viseu (Dr. Alberto Correia e, mais tarde, Dr. Jo茫o da In锚s Vaz).

Foi aqui que, j谩 com um grupo estabilizado de aderentes para uma ac莽茫o conjunta a desenvolver, se assentou com os respons谩veis da SEC num encontro regional, ficando aqueles tr锚s elementos aveirenses de funcionar como "comiss茫o organizadora" ou executiva(2) do semin谩rio, enviando, como tal e para o efeito, uma circular aos conselhos directivos das escolas do Distrito.

E a verdade 茅 que a Comiss茫o Executiva organizou o encontro, com a presen莽a de cerca de quatro dezenas de professores, o qual decorreu com entusiasmo e acentuou a vontade regional de se organizar um projecto comum. Como fundo da discuss茫o sobre os temas regionais, estava uma extraordin谩ria colec莽茫o de fotografias antigas que eram propriedade de Ant贸nio Gra莽a, exposi莽茫o esta patente no sal茫o nobre do Museu(3).

Registe-se, no entanto que, no dia 8, quando se esperava que os professores aflu铆ssem ao Museu para as sess玫es de trabalho 鈥 conforme tudo o que havia sido combinado, fomos informados pelo Director que, no espa莽o do "seu" Museu, n茫o autorizava qualquer reuni茫o para discutir "Patrim贸nio Cultural" (o que obrigou a recorrer aos bons of铆cios da Presidente do Conselho Directivo da Escola Secund谩ria Homem Cristo, Dr.陋 M. Fernanda Neves, ali decorrendo as sess玫es). No dia seguinte, por茅m, pressionado pela Secretaria de Estado da Cultura, o Director abriu "a casa" para a sess茫o de encerramento, agora com os Drs. Rui Rasquilho e Jos茅 Adrag茫o presentes (na qualidade de membros da SEC), moralizando assim os elementos participantes.

Isto 茅, aquilo que parecia ser uma jornada pac铆fica e ordeira de abertura de mentes para a Educa莽茫o (era um semin谩rio para Professores!) e de colabora莽茫o 脿 valoriza莽茫o do Patrim贸nio, acabou por ser um encontro de tens茫o e, de uma certa forma, face a certos comportamentos, um cerrar fileiras contra alguns "senhores" que se pensavam donos da Cultura da regi茫o, mesmo residindo fora desta(4).

A sensibiliza莽茫o, no entanto, deu seus frutos e, desde logo, essas dezenas de professores espalhados pelo Distrito come莽aram a ser contactados, pelos membros da Comiss茫o Executiva, em fun莽茫o das sensibilidades, nomeadamente para participarem em encontros regionais. Entretanto, participei, refor莽ando conhecimentos e conhecendo novas experi锚ncias, em mais um curso de ver茫o em Lisboa (1978), promovido e coordenado pela SEC, definindo-se a铆 os encontros que se sucederiam no Porto, em Santar茅m, em Viseu e em Coimbra, no final deste ano ou na primavera do ano seguinte. Nos dois 煤ltimos, tamb茅m estive presente, com outros elementos de Aveiro, dando-se a铆 conta de progressos alcan莽ados na nossa regi茫o.

De regresso dessas ac莽玫es, dava informa莽茫o aos interessados, cada vez mais organizados e participantes em reuni玫es calendarizadas, dispondo das instala莽玫es da Escola Secund谩ria Homem Cristo. Para aqui convergia um grupo de aveirenses que oscilava entre os 20 a 35 elementos, de entre os quais se destacavam os professores da jovem Universidade de Aveiro e os professores do ensino secund谩rio (Liceu de Aveiro e outras escolas secund谩rias(5).

2. De "projecto" de uma associa莽茫o, ao nascimento da ADERAV

脌 medida que se ia estruturando o grupo, tamb茅m as dificuldades surgiam, por vezes em di谩logos acalorados, gizando prioridades de interven莽茫o e seu 芒mbito regional ou sobre a nomenclatura da associa莽茫o a constituir. E havia tamb茅m os que ainda defendiam uma revitaliza莽茫o do projecto "N煤cleo de Estudos Aveirenses", se este fosse aberto a todos os participantes. Mas foi-se tomando claro que n茫o havia possibilidade de "casar" a din芒mica do grupo associativo com aquela hip贸tese de projecto, pelo que, definitivamente se assentou, pelo princ铆pio da primavera de 79, na constitui莽茫o da Associa莽茫o de Defesa e Estudo do Patrim贸nio Natural e Cultural da Regi茫o de Aveiro 鈥 ADERAV, deixando cair a ideia de distrital (para n茫o definir barreiras 脿 interven莽茫o, considerando que regi茫o seria mais abrangente) mas acentuando, por vontade expressa dos aguedenses presentes, que a sede deveria ser sempre em Aveiro.

脡 de salientar que foi da maior import芒ncia, para algumas decis玫es entretanto tomadas no sentido da autonomia da associa莽茫o, o facto de ter sido conseguida (na sequ锚ncia de contactos anteriores decorrentes dos semin谩rios em que estive presente) a especial autoriza莽茫o, por parte da Secretaria de Estado da Cultura, para a realiza莽茫o de um "semin谩rio regional", agora mais responsabilizante perante as for莽as sociais aveirenses, nomeadamente professores, pois pedia-se um programa aproximado 脿s tem谩ticas que haviam sido desenvolvidas nos semin谩rios de Lisboa e "os participantes previstos", para deles se dar despacho no sentido da dispensa de servi莽o, com vista 脿 participa莽茫o no dito semin谩rio.

Perante esta autoriza莽茫o 鈥 que representou, para mim, na confian莽a pessoal e profissional, um verdadeiro cheque em branco 鈥 houve que mobilizar esfor莽os, respondendo a tudo e organizando e congregando participantes(6), para que se n茫o perdesse a soberana oportunidade de apresentar em p煤blico a associa莽茫o, com obra a realizar. E mais, que fossem diversos os intervenientes e em diferentes 谩reas patrimoniais por forma a que n茫o restassem d煤vidas de que se tratava de um associa莽茫o de m煤ltiplos saberes ao servi莽o da mesma causa regional ou 鈥 por que n茫o? 鈥 uma causa verdadeiramente nacional, em defesa dos valores portugueses(7).

Enquanto se preparava o semin谩rio, foi aprovado o logotipo da ADERAV, sob desenho do Arq. Ventura da Cruz, e aprovada a minuta da "escritura p煤blica", sob coordena莽茫o do solicitador Sr. Jo茫o Ribeiro, escritura essa que veio a ser celebrada a 3 de Maio de 1979(8), sem grande alarido p煤blico, para n茫o levantar p贸 na cidade... E j谩 em conformidade com a escritura e com os Estatutos da ADERAV aprovados (com tantas reuni玫es a discuti-los), procedeu-se 脿 elei莽茫o da 1陋 Direc莽茫o(9), que reunia ordinariamente todas as semanas(10).

Assim, quando, de facto, se abriu o referido semin谩rio (decorreu de 14 a 20 de Maio)(11), j谩 havia legalmente uma associa莽茫o a suportar o seu funcionamento, o que era manifestamente confortante e conferia maior efic谩cia nas rela莽玫es entre palestrantes e participantes, sendo certo que "algu茅m" estava a desempenhar, estatutariamente, uma fun莽茫o de coordena莽茫o. E isto, n茫o sendo publicitado, por interesse associativo, era motivador, nomeadamente para o grupo de Lisboa (com Dr. Rui Rasquilho e Dr. Jos茅 Adrag茫o) mas tamb茅m para as representa莽玫es de Coimbra, de Viseu e da Figueira da Foz, sobretudo, que bem acompanhavam as dificuldades sentidas no arranque da associa莽茫o, em Aveiro. E foram quarenta professores, em regra activos e conscientes, cobrindo a generalidade dos concelhos do Distrito, mas, especialmente, as escolas de Aveiro e de 脕gueda.

Sumariamente, o "semin谩rio" constava da programa莽茫o que se transcreve:

dia 14-10 h 鈥 Apresenta莽茫o, pelo Dr. Amaro Neves; 11 h 鈥 Arqueologia e cultura popular, pelo Dr. Jo茫o da In锚s Vaz (Viseu); 15 h 鈥 Urbanismo da Regi茫o em debate, pelos Arq. Rog茅rio A. Barroca, Jos茅 L. Prata e Jorge Ventura da Cruz (todos de Aveiro);
dia 15-10 h 鈥 Artesanato, pelo Prof H茅lio Terr铆vel; 15 h 鈥 Literatura Popular, pelo Dr. Ant贸nio Cap茫o; 21 h 鈥 Cancioneiro de 脕gueda: a m煤sica e a dan莽a, o traje e a vida;
dia 16-10 h 鈥 Escola-Museu-Comunidade, pelo Dr. Jos茅 Azevedo (Figueira da Foz); tarde 鈥 visita guiada 脿 zona norte da Ria (Estarreja/Ovar/Santa Maria da Feira);
dia 17-10 h 鈥 Patrim贸nio Natural e Ambiente, pelos Drs Renato Ara煤jo e Armando Moura (Univ. de Aveiro); 15 h 鈥 visita 脿 cidade, pelo Mons. Jo茫o Gaspar; 21 h 鈥 Aveiro e a sua tradi莽茫o barrista, pelo Dr. David Cristo;
dia 18-10 h 鈥 Que Defender e como defender o Patrim贸nio Cultural, pelo Dr. Rui Rasquilho (da Sec. de Est. da Cultura); 15 h 鈥 Mesa redonda sobre as problem谩ticas abordadas, coordenada pelo Dr. Rui Rasquilho e pelo Dr. Jos茅 Adrag茫o;
dia 19-10 h 鈥 visita ao Museu Hist贸rico da Vista Alegre; 15 h 鈥 Grupos de trabalho 鈥 conclus玫es;

dia 20-10 h 鈥 leitura e aprova莽茫o das conclus玫es; 12 h 鈥 encerramento dos trabalhos (Dr. Amaro Neves);

A imprensa regional, com alguma surpresa por parte dos promotores, deu guarida aos assuntos tratados e, de forma indirecta, noticiou o aparecimento da associa莽茫o. Da铆 que, a pouco e pouco, fosse crescendo o n煤mero dos entusiastas, contabilizando-se mais de uma centena de membros s贸cios ao findar o primeiro ano de actividade.

Basicamente, como se apresentava no Editorial do n.潞 1 do Boletim, eram muitas as boas vontades reunidas para melhor defender o Patrim贸nio e, globalmente, a Associa莽茫o respondia aos interesses gerais, nesse sentido, enquanto ia funcionando tamb茅m como "escola", para os mais jovens aderentes.

Mas, 茅 贸bvio, nem tudo foram rosas e foi preciso muito esp铆rito combativo para demover alguns interesses instalados ou remover mentalidades demasiado conservadores, neste campo da vida cultural ou da riqueza nacional.

3. Os anos de afirma莽茫o 鈥 os grandes combates

Apagados os holofotes do nascimento da ADERAV, isto 茅, da euforia moment芒nea, era preciso trabalhar. E criar condi莽玫es para que fosse poss铆vel desenvolver esse trabalho, com novas perspectivas. A verdade 茅 que o entusiasmo n茫o faltou...

Do exerc铆cio associativo, destacam-se as seguintes iniciativas:

Em Junho, promovida pelo n煤cleo de 脕gueda, uma visita (com meia centena de participantes) a Macieira de Alcoba (Patrim贸nio Natural e Cultural), com reuni茫o nesta freguesia serrana, de que resultaram propostas aprovadas que foram posteriormente, apresentadas 脿 edilidade aguedense que as acolheu com simpatia, tanto mais que diziam essencialmente respeito 脿 zona do concelho.

Em Julho, "semana arqueol贸gica" no lugar da "G么cha" (freguesia de EspinheI/脕gueda), com duas dezenas de jovens, escavando um forno de telha, romano, ao mesmo tempo que se promoveram recolhas de car谩cter etnogr谩fico; em Aveiro, a Direc莽茫o reuniu com o presidente da Edilidade, a quem manifestou preocupa莽茫o pela degrada莽茫o de v谩rios monumentos, alertando-o para o interesse patrimonial na manuten莽茫o do conjunto industrial da Fabrica Campos(12), em fase de abandono. O presidente, Dr. Gir茫o Pereira, desejando inteirar-se sobre o interesse cultural do citado conjunto industrial, pediu no entanto uma "mem贸ria descritiva" daquilo que a Associa莽茫o considerava essencial a acautelar. Semanas depois, foi entregue a referida "mem贸ria descritiva"(13).

E, a rematar a discuss茫o sobre a import芒ncia, para a ADERAV, de um Boletim informativo, decidiram-se n煤mero de p谩ginas, formato, equipa coordenadora e... apoios 脿 edi莽茫o(14). Este boletim seria semestral, onde se desse conta do que de mais importante se ia fazendo e, por achegas e escritos, houvesse uma forma莽茫o mais alargada, a ser distribu铆da graciosamente 脿s C芒maras Municipais e a organismos interessados.

Em Setembro/Outubro decorreu a primeira fase do levantamento (mais tarde publicado) das actividades artesanais do concelho de Aveiro, com vista ao encontro "Artes茫o/Artesanato", e houve um col贸quio sobre "Patrim贸nio Cultural Popular", sob responsabilidade de H茅lder Pacheco, Inspector de ensino do Porto.

J谩 em Janeiro de 1980, foi feito um primeiro "itiner谩rio urbano", orientado por Eduardo Cerqueira, figura grada da cultura aveirense que sempre apoiou a jovem Associa莽茫o, acorrendo dezenas de interessados ao percurso que este intelectual brilhantemente ilustrou. Daqui resultou uma reportagem na PV. Apresentou-se a p煤blico o n潞 1 do Boletim ADERAV e uma delega莽茫o alargada esteve presente no Encontro Nacional de Associa莽玫es do Patrim贸nio que reuniu meia centena de associa莽玫es.

A concha, s铆mbolo da ADERAV.

Fez-se uma Assembleia Geral para discutir o plano de trabalhos do ano seguinte e v谩rias interven莽玫es, na imprensa regional, como alerta para a destrui莽茫o do cord茫o dunar a sul da Vagueira (o que motivou oportuna reportagem na TV). E insistiu-se no agravamento das condi莽玫es ambientais se persistirem mais atentados ao cord茫o dunar, na regi茫o da Gafanha do Are茫o ou noutros locais sens铆veis do nosso litoral atl芒ntico que, entretanto, foram visitados por equipas de associados, entre os mais conhecedores do assunto, a n铆vel nacional.

A Associa莽茫o manifestou-se publicamente por ver parte do convento franciscano de S. Ant贸nio cedida para a P. J., pois entendia que este conjunto arquitect贸nico, pelo seu historial e inser莽茫o na vida da cidade, era merecedor de destino mais compat铆vel com a vida cultural aveirense.

A concha, s铆mbolo da ADERAV.

Foram lan莽ados alertas quanto 脿 degrada莽茫o do patrim贸nio constru铆do e quanto ao patrim贸nio Arte Nova, nomeadamente na Rua de Jo茫o Mendon莽a, situa莽茫o que mereceu a sensibilidade da TV.

Delega莽玫es da ADERAV, ap贸s visitas ao patrim贸nio dos respectivos concelhos, foram recebidas pelos presidentes das C芒maras de Ovar, da Murtosa e de Vagos, seguindo-se, depois, um encontro com os deputados da Regi茫o na Assembleia da Rep煤blica (nomeadamente M. Jos茅 Sampaio e Vital Moreira) para lhes dar conta das preocupa莽玫es da Associa莽茫o.

A 1 de Mar莽o deste ano, houve elei莽玫es(15), continuando as actividades programadas e que, globalmente, haviam sido aprovadas na As. Geral. Das correspondentes a este ano de 1980/81, destacam-se:
um "Sarau" em 脕gueda, com a participa莽茫o da Orquestra T铆pica;
uma interven莽茫o de fundo, pelo n煤cleo do Ambiente, sobre a Pateira de Fermentelos e sobre a Ribeira do Pano 鈥 e que mereceu particular aten莽茫o por parte dos 贸rg茫os de comunica莽茫o social, nomeadamente da TV;
congratula莽茫o pelo facto da C. M. A veiro ter decidido manter inalter谩veis as fachadas Arte Nova (e as de acompanhamento) da Rua de Jo茫o Mendon莽a;
insist锚ncias, na imprensa, sobre a import芒ncia cultural do conjunto industrial da F谩brica Campos, "precioso exemplar da tardia revolu莽茫o da ind煤stria chegada at茅 n贸s, que bem pode e deve ser preservado para fins culturais e recreativos da popula莽茫o Aveirense e dada a sua localiza莽茫o e excelentes condi莽玫es"(16);
um col贸quio sobre "S. Jacinto 鈥 col贸nia de gar莽as e aves da Ria", pelo Eng.潞 Cunha Dias, de que resultou, dias depois, um comunicado 脿 imprensa alertando para as amea莽as que pairavam sobre esta col贸nia e sobre a Ria, em geral.

Mais tarde, foi feita visita especial ao n煤cleo vareiro da ADERAV, para mais estudos e estrat茅gias a desenvolver e, aproveitando-se a visita oficial da esposa do presidente da Rep煤blica a Ovar, foi-lhe manifestada a preocupa莽茫o da associa莽茫o pelo estado degradado da Ria de Aveiro, igualmente apresentada aos deputados presentes.

Naturalmente, com a din芒mica da Associa莽茫o, vieram tamb茅m as tenta莽玫es pol铆ticas. Destas, a mais evidente e que fez agitar, temporariamente, a serenidade dos associados, foi a que se desencadeou em v茅speras do 25 de Abril de 1980, por causa da "subscri莽茫o do manifesto" que algumas associa莽玫es pretendiam dirigir 脿 popula莽茫o aveirense. Depois de protelada a discuss茫o, esta veio a ter lugar na reuni茫o de 21 de Abril, altamente acalorada e com posi莽玫es divergentes, mas que acabou por terminar com uma postura equilibrada, "tendo ficado decidido que este n茫o seria subscrito", com um voto contra. Explicava-se a posi莽茫o assumida, considerando que "tal n茫o se justificava j谩 que n茫o tem a ver com os objectivos da associa莽茫o e tornava-se perigoso"(17) assumir o contr谩rio, pois ficava aberta a entrada a todas e quaisquer manifesta莽玫es de ordem pol铆tica. Assim se travaram discuss玫es alheias aos objectivos da ADERAV.
A acabar este primeiro semestre, houve uma s茅rie de interven莽玫es coordenadas pelo Dr. Armando Moura, em defesa e estudo do litoral mar铆timo e cord茫o dunar, de Mira a Ovar, com repercuss茫o na imprensa regional e nacional;

Maio e Junho foram ainda o espa莽o preferencial para campanhas de sensibiliza莽茫o, na imprensa regional, com vista 脿 defesa do conjunto da F谩brica Campos, com v谩rias interven莽玫es na TV. Ao mesmo tempo, articulou-se com o Arq. Le Coq, da Reserva de S. Jacinto, um conjunto de interven莽玫es refor莽ando a unidade e o valor patrimonial daquele espa莽o sob sua guarda.

Montaram-se dois campos de trabalho, para f茅rias, com o apoio do Instituto da Juventude: um, na povoa莽茫o de Cristelo (Branca), para Arqueologia, dirigido pelo Dr. Jo茫o da In锚s Vaz, outro, em Anadia, para levantamento das actividades populares e artesanato (com duas dezenas de jovens participantes).

Publicou-se o Boletim informativo n潞 2, e fez-se uma visita guiada ao concelho de Arouca, reunindo com os associados daquela 谩rea e, depois, trocando impress玫es com os respons谩veis aut谩rquicos.

Em Agosto, fez-se a exposi莽茫o resultante do levantamento feito no concelho de Anadia (na Escola Secund谩ria) e apresentaram-se, sumariamente, as conclus玫es bem positivas da campanha arqueol贸gica de Cristelo (onde estiveram v谩rios arque贸logos e mais de duas dezenas de estudantes, alguns deles, estrangeiros).

Do segundo semestre, perdeu-se a mem贸ria das interven莽玫es, mas sabe-se que n茫o abrandou o seu ritmo de ac莽茫o, face a uma din芒mica vivida e partilhada, envolvendo cada vez mais os entusiastas da jovem Universidade de A veiro, nas diferentes 谩reas de investiga莽茫o e levando ac莽玫es de sensibiliza莽茫o 脿s escolas, por solicita莽茫o dos docentes, membros da Associa莽茫o.

O Boletim n潞掳 3 foi publicado em Janeiro de 81. Em Fevereiro aprovaram-se contas e foi manifestada satisfa莽茫o pelas not铆cias que apontavam no sentido da C. M. de Aveiro se interessar pela manuten莽茫o da F谩brica Campos, bem como pela abertura do Museu Etnogr谩fico da Murtosa, aproveitando-se esta oportunidade para propor tamb茅m a cria莽茫o de um museu semelhante em Aveiro.

Entretanto, houve elei莽玫es. Renato Ara煤jo assumiu a presid锚ncia da Direc莽茫o e na Assembleia Geral, Jo茫o Ribeiro. De salientar que o novo elenco directivo trouxe uma liga莽茫o mais directa 脿 Universidade, em diferentes campos, e uma interven莽茫o mais forte na 谩rea do Patrim贸nio Natural.

Em Mar莽o e Abril, houve v谩rias alocu莽玫es feitas por associados e a Associa莽茫o participou na reuni茫o nacional da FADEPA (Federa莽茫o das Associa莽玫es de Defesa e Estudo do Patrim贸nio), em Coimbra. No m锚s seguinte, a ADERAV desenvolveu actividades integradas nas "festas da cidade", entre elas uma sess茫o do Prof. Jos茅 Hermano Saraiva, enchendo completamente o sal茫o cultural.

Em Junho e Julho promoveu-se uma campanha em defesa do "moinho da Ria", sob o patroc铆nio de Eduardo Cerqueira e fez-se o lan莽amento do Boletim n潞 4 (distribu铆do graciosamente 脿s edilidades e associa莽玫es), enquanto decorriam as actividades de ver茫o, com visitas guiadas 脿 descoberta da Arte Nova e da Casa Portuguesa, em Aveiro.
Em Outubro, houve mudan莽a de instala莽玫es, com todos os materiais que, entretanto, iam constituindo o patrim贸nio da ADERAV (18).

Nos meses seguintes, foram feitas visitas guiadas por t茅cnicos especializados quer ao cord茫o litoral, zona sul, ao bairro da Beira Mar e ao 煤ltimo n煤cleo de muralhas existente em Aveiro, seguindo-se reuni玫es com as C芒maras Municipais directamente respons谩veis pelas zonas naturais respectivas e pelo patrim贸nio visitado. E foi enviado ao IPPAR, para classifica莽茫o, o processo referente ao im贸vel "Casa de Santo Ant贸nio", em Albergaria-a-Velha.

聽 Prospecto do Debate P煤blico sobre A(s) Torre(s) de Aveiro. Clicar para ampliar. 聽
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Prospecto do Debate P煤blico sobre A(s) Torre(s) de Aveiro.

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Mas o que mais marcou a actividade deste mandato foi, sem d煤vida, um debate aberto 脿 popula莽茫o sobre "A(s) Torre(s) de Aveiro", agendado para 16 de Janeiro de 1982, com a presen莽a dos Arq. Fernando T谩vora e Nuno Portas, e dos associados Aristides Hall e Amaro Neves, presidindo Renato Ara煤jo. Inicialmente, foi pedido ao Presidente da C.M.A. que este debate tivesse lugar no sal茫o cultural 鈥 o que mereceu a sua concord芒ncia 鈥 mas, na antev茅spera, foi subitamente indisponibilizado o dito espa莽o, obrigando a refazer-se toda a publicidade, para se realizar no Conservat贸rio de Aveiro(19), que estava cheio (Nuno Portas n茫o esteve). O debate foi quente, por vezes escaldante, salientando-se nele a frontalidade e honestidade intelectual do Arq. Fernando T谩vora que, sobre a "torre dos 32 andares" 鈥 ele que era pai do projecto! 鈥 disse que, decorrido tanto tempo ap贸s a concep莽茫o da obra no seu conjunto (para o Plano Director de 1964), n茫o havia, nesta altura, raz茫o nenhuma para o sustentar, tanto mais que, se fosse feito agora, apareceria desenquadrado, dado que se n茫o deu cumprimento 脿 obra geral em que a torre se enquadraria, na previs茫o do Plano Director.

Como se calcula, a partir destas afirma莽玫es e outras semelhantes, a ADERAV聽 n茫o mais deu tr茅guas no combate 脿quela ocupa莽茫o, quer por textos quer por outras manifesta莽玫es, ainda que alguns membros tenham sido alvo de graves amea莽as... Mas, o que importa 茅 que a torre n茫o cresceu! E ficou a todos a sensa莽茫o de que se tinha obtido uma vit贸ria not谩vel para o futuro e para o desenvolvimento equilibrado da cidade, dando ecos repetidos na imprensa regional, como que sentindo a popula莽茫o a respirar de al铆vio, pois ningu茅m baixou os bra莽os at茅 haver certeza municipal de que aquele afrontamento n茫o iria ter andamento. Nesta luta, merece ser destacado o "grupo de Arquitectos" associados (Rog茅rio Barroca, Jos茅 Prata, Ventura da Cruz, 脫scar Gra莽a) que, com entusiasmo, ajudaram a uma frente comum em defesa do patrim贸nio edificado que merecia ser preservado, abrindo tamb茅m pontas de debate para outras quest玫es.

Tomada de posi莽茫o contra a constru莽茫o das torres no largo do C么jo.

Entretanto, as elei莽玫es para 1982/83(20) trouxeram 脿 presid锚ncia Aristides Hall, destacado investigador da Universidade, na 谩rea das Ci锚ncias do Ambiente, pelo que se continuou a orientar a maior for莽a de interven莽茫o associativa no sentido ambiental, abrindo contactos inclusivamente com a Portucel e 脿 zona de Estarreja e maior aten莽茫o 脿s zonas h铆dricas da Regi茫o. Mas o urbanismo, em geral, e os "centros hist贸ricos" continuaram a ser, tamb茅m, uma 谩rea de grande preocupa莽茫o.

Em Mar莽o, teve lugar uma excelente interven莽茫o, patrocinada pelo Governo Civil e pela C.M. de Aveiro e sob responsabilidade do Prof. J. M. Cabral Ferreira e da Prof. M. Laudomira de Jesus, da Universidade do Porto, sobre "O patrim贸nio na oferta tur铆stica" e "efeitos socio-econ贸micos e culturais do turismo", de que resultaram posteriores desenvolvimentos na 谩rea de Aveiro, patrocinados pela ADERAV.

Foi dado particular 锚nfase no apoio 脿s escolas, sensibilizando professores e alunos para as problem谩ticas do patrim贸nio natural e cultural. Enquanto isto, aproveitando o encontro "Cultura Popular das Beiras", em 脕gueda (16-20 de Abril), em que a Associa莽茫o interveio(21), foi exposta ao Ministro da Cultura (Dr. Lucas Pires) uma s茅rie de preocupa莽玫es regionais pela voz de Aristides Hall, com outros membros da Direc莽茫o, incluindo a necessidade nacional de uma "lei da 脕gua", face ao conhecimento da degrada莽茫o das condi莽玫es na Ria de Aveiro, vis铆vel e sofr铆vel nos canais da cidade.

Mas, neste primeiro semestre de 1982, o acontecimento cultural que mais marcou a cidade e a Regi茫o de Aveiro, quase exclusivamente "levantada" e montada por membros da ADERAV, foi a exposi莽茫o "Cem Anos de Artes Pl谩sticas" 鈥 em evoca莽茫o da grande exposi莽茫o que havia decorrido em Aveiro em 1882 (organizada pelo Gr茅mio Moderno) 鈥 cuja comiss茫o organizadora foi constitu铆da por Amaro Neves,
C芒ndido Teles, Vasco Branco, 脡nio Semedo e Jo茫o Gaspar. Tratou-se de um extraordin谩rio certame art铆stico-cultural (que coube ao reputado cr铆tico Dr. Matos Chaves a "ora莽茫o de sapi锚ncia"), que assentou na inventaria莽茫o de artistas aveirenses e de pe莽as representativas, ao longo desse s茅culo, para o que foi constitu铆do um "cat谩logo" especial, montado para ser mais um n煤mero do Boletim ADERAV... mas tal n茫o aconteceu, por uma boa causa(22). N茫o se pode esquecer quanto trabalhosa foi
esta exposi莽茫o que mobilizou, durante muitos meses, intensamente, v谩rios associados.

Mas, confesse-se, foi consolador verificar o 锚xito alcan莽ado(23).

Entretanto, diligenciaram-se v谩rias reuni玫es com o n煤cleo de Anadia que, desde cedo mas sempre reconhecendo a positiva influ锚ncia que a ADERAV ali havia desenvolvido, manifestava vontade de gerir autonomamente a "sua" associa莽茫o de defesa do patrim贸nio. Apoiando essa vontade, a Direc莽茫o esteve presente em todas as reuni玫es de interesse m煤tuo e patrocinou col贸quios para que essa associa莽茫o nascesse e fosse efectivamente activa para o bem p煤blico(24).

Publicaram-se os dois boletins previstos e mantiveram-se os olhares atentos ao patrim贸nio aveirense, insistindo nomeadamente com a ocupa莽茫o urbana das margens da Ria, a norte de Aveiro. E por diversas vezes a TV (j谩 que a imprensa regional estava mais atenta 脿s interven莽玫es) veio ao encontro das preocupa莽玫es da Associa莽茫o.

Em Novembro, dia 14, decorreu mais uma jornada aglutinadora da massa associativa, reunindo cerca de uma centena de participantes numa extraordin谩ria visita guiada que, essencialmente, tinha como refer锚ncia os pontos seguintes e respectivos guias: 1鈥 Ordem Terceira de S. Francisco (por Jo茫o G. Gaspar); 2 鈥- Quinta de S. Francisco, em Eixo (por Eduardo Cerqueira); 3 鈥 Pateira de Fermentelos (por Aristides Hall e Armando Duarte); 4 鈥 Pante茫o dos Lemos, na Trofa do Vouga (por Amaro Neves).

Em Dezembro, foram mandados textos descritivos e apelativos 脿 defesa e valoriza莽茫o do patrim贸nio, em termos duros mas aut锚nticos, face ao desprezo e abandono, vis铆vel em alguns deles (S. Francisco, em Aveiro, como paradigm谩tico), ao Sr. Ministro da Cultura, ao Governo Civil e ao Bispo da Diocese, aos Deputados por Aveiro, ao Instituto do Patrim贸nio e ao Director Regional dos Monumentos Nacionais, 脿 C芒mara Municipal e a todos os 贸rg茫os de comunica莽茫o...

Capa do cat谩logo da exposi莽茫o 100 anos de Artes Pl谩sticas. Clicar para ampliar.

Capa do cat谩logo da exposi莽茫o 100 anos de Artes Pl谩sticas.

E continuou-se a luta pela defesa da F谩brica Campos, na convic莽茫o de que ainda era poss铆vel salvaguardar o complexo industrial que se mantinha de p茅. Neste sentido, j谩 no in铆cio de 1983, a Direc莽茫o elaborou um extenso documento(25) que enviou 脿 C芒mara Municipal, propondo, inclusivamente, formas de articula莽茫o cultural e de valoriza莽茫o das diversas pe莽as, continuando a mobilizar a opini茫o p煤blica, mesmo com recurso 脿 TV, em v谩rios apontamentos e programas.

E houve que mudar, mais uma vez, "armas e bagagens", com brevidade, agora para uma sala na "F谩brica do Azul", na Forca, sendo j谩 a 4陋 sede da ADERAV.

A elei莽茫o dos novos Corpos Gerentes da ADERAV para 83/84 processou-se em Abril, passando a dirigi-la o capit茫o Ant贸nio J. Cruz Mendes, coadjuvado por Louren莽o Santos e Artur Jorge Almeida, enquanto Aristides Hall presidia 脿 As. Geral.

Desta anuidade, ressalta uma grande preocupa莽茫o com a redac莽茫o das actas(26), secretariadas por Maria Helena Lucas (raramente assinadas pelo presidente). Destas, registe-se a ampla discuss茫o em tomo do que seria "um centro hist贸rico" 鈥 emitindo documento espec铆fico, sob coordena莽茫o dos arquitectos 鈥 e, mais tarde, sobre a F谩brica Campos(27).

Depois de longos meses de prepara莽茫o, esteve patente, de 10 a 24 de Mar莽o, a exposi莽茫o Para a imagem antiga de Aveiro 鈥 O Postal Ilustrado, que "constituiu assinal谩vel 锚xito, conforme o comprovam os indicadores como a elevada aflu锚ncia de p煤blico, a venda do Cat谩logo (cuja edi莽茫o quase esgotou), e ainda os coment谩rios expressos em 贸rg茫os de comunica莽茫o social" (28)
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聽 Cartaz da Exposi莽茫o do Postal Antigo de Aveiro. Clicar para ampliar. 聽 Capa do cat谩logo da Exposi莽茫o do Postal Antigo de AveiroClicar para ampliar. 聽
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Cartaz e capa do cat谩logo da Exposi莽茫o do Postal Antigo de Aveiro

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Por outro lado, continuaram-se as interven莽玫es e palestras, por vezes a solicita莽茫o de grupos de jovens, bem como as visitas guiadas, promovidas por "n煤cleos" (Vale de Cambra, com uma ampla participa莽茫o de associados, e Museu de 脥lhavo).

Pela perda que representou para a Associa莽茫o, registou-se a morte de Eduardo Cerqueira, em mem贸ria de quem se editou o Boletim n潞 10.

A 19 de Abril, como que culminando anos de luta em sua defesa, "foi enviado o processo de classifica莽茫o da F谩brica Campos, quer ao Ministro da Cultura quer ao Instituto Portugu锚s do Patrim贸nio Cultural, pensando contribuir assim, para a defesa e valoriza莽茫o do patrim贸nio arquitect贸nico da cidade e da regi茫o"(29).

Mas, em 4 de Maio, abriu ao p煤blico (encerrou a 31 deste m锚s), nas instala莽玫es do Museu Nacional de Aveiro, a Exposi莽茫o Cer芒mica Art铆stica e Decorativa 鈥 Aveiro I (30), com larga repercuss茫o na imprensa, chamando a aten莽茫o para as potencialidades e valor patrimonial das cer芒micas e dos artistas envolvidos, bem como dos objectos produzidos, em qualquer 茅poca que seja. E foi desafiada a C芒mara Municipal, em sess茫o p煤blica, a pronunciar-se sobre a constitui莽茫o de um Museu da Cer芒mica (ou Museu da Ind煤stria), eventualmente na F谩brica Campos.

Em Julho, foi publicado o livro Aveiro 鈥 Hist贸ria e Arte, de Amaro Neves, edi莽茫o inteiramente assumida pela Associa莽茫o. E tamb茅m houve um clamoroso protesto por declara莽玫es dos respons谩veis da C芒mara sobre o destino do conjunto industrial da F谩brica Campos, bem como outro sobre um edif铆cio Arte Nova, na Rua Von Haff. A um e a outro destes casos reagiu, positivamente, a TV e a imprensa.

No ano de 1984-85, arrastou-se a elei莽茫o da Direc莽茫o, passando a presidir Louren莽o Santos, assessorado por Maria Helena Lucas e Artur Jorge Almeida. O ritmo de visitas guiadas e de palestras em escolas manteve-se, recebendo-se tamb茅m algumas prestigiadas organiza莽玫es da Defesa do Patrim贸nio nacionais, em Aveiro.

J谩 em Janeiro de 1985, houve um I Encontro de Colectividades Culturais do Concelho de Aveiro (organizado de parceria com o Clube dos Galitos), o qual excedeu todas as expectativas de participa莽茫o(31).

E mais uma vez, houve que mudar a sede da Associa莽茫o, com todos os materiais poss铆veis, agora para o edif铆cio do antigo Magist茅rio Prim谩rio, recuperado para Biblioteca Municipal (onde se manteria por cerca de tr锚s anos).

Continuaram-se os "campos de f茅rias", nas 谩reas do Patrim贸nio Popular e promoveram-se novas elei莽玫es que, em segunda via(32), para o ano de 85/86, ditaram Arnaldo Dias Teixeira para presidente, assessorado por Rog茅rio Barroca, presidindo 脿 As. Geral, Louren莽o Santos. A convite da C芒mara Municipal de Aveiro, ADERAV integrou o Conselho Consultivo Municipal, delegando a sua representa莽茫o no presidente (33).

De 11 a 20 de Maio deste ano de 85, integrada nas Festas da Cidade, esteve patente no Museu de Aveiro, uma exposi莽茫o-homenagem ao artista cer芒mico Armando Andrade(34), reputado escultor vareiro que trabalhou nas mais famosas empresas de cer芒mica art铆stica nacionais e da regi茫o de Aveiro. A exposi莽茫o, dado o interesse regional, esteve tamb茅m patente em Ovar, de 2 a 15 de Junho, no museu desta cidade, donde era natural o artista homenageado. Daqui resultou a oferta de algum esp贸lio do artista, enriquecendo as colec莽玫es do museu.

Capa do cat谩logo da exposi莽茫o/homenagem a Armando Andrade. Clicar para ampliar.

A 6 de Outubro, a Direc莽茫o discutiu um pequeno subs铆dio do Instituto da Juventude que havia recebido 鈥 sem o ter pedido 鈥 n茫o obstante estar esclarecida de que o iria receber como compensa莽茫o aos gastos feitos num campo de arqueologia, realizado anos antes (Julho 79, no lugar da G么cha, em EspinheI). A direc莽茫o n茫o entendeu a quest茫o e p么s em causa a seriedade de quem organizou o evento, o transporte e a alimenta莽茫o dos vinte jovens presentes... enfim, ainda bem que o Sr. Presidente do IPJ, Dr. Jos茅 Fragateiro, com tantos anos de atraso, tinha a mem贸ria fresca e sabia o que tinha prometido e... faltava pagar. Ainda bem!

Foi tamb茅m editado Aveiro 鈥 silhuetas do tempo que passa..., confrontando imagens do patrim贸nio urbano, antigas e actuais, da autoria dos associados Amaro Neves e Carlos Ramos, fot贸grafo.

Capa do cat谩logo da exposi莽茫o/homenagem a Armando Andrade.

Em Outubro/Novembro, com a colabora莽茫o efectiva da ADERAV(35) e em parceria com o Clube dos Galitos, organizou-se a XIV Exposi莽茫o Filat茅lica Nacional, que mobilizou vastos recursos humanos da Associa莽茫o, pelas 谩reas apresentadas e pela dimens茫o nacional do certame. Ainda em Novembro houve mais uma jornada sobre "patrim贸nio cultural popular", orientada por H茅lder Pacheco. Entretanto, organizava-se um boletim especial de homenagem a Jo茫o Sarabando, coordenado pela Direc莽茫o(36).

Na fase final desta anuidade, notava-se um certo cansa莽o na gest茫o da Associa莽茫o que, todavia, n茫o preparou a passagem do testemunho e, por outro lado, n茫o conseguiu a mobiliza莽茫o suficiente para o acto eleitoral, no tempo normal, o que s贸 viria a acontecer em 12 de Outubro de 86.

Nesta As. Geral, foi eleito para presidente Armando Duarte, professor da Universidade, assessorado por 脡nio Semedo, Artur Jorge Almeida, Cristina B贸ia, Ema Cristina Coutinho, M. Albertina Nunes e M. da Concei莽茫o Pinho. A As. Geral era orientada por Renato Ara煤jo. Na pr贸pria sess茫o foi aceite a elabora莽茫o de um boletim regional, o n潞 16, encarregando-se o "corpo redactorial" da sua elabora莽茫o e apoios 脿 edi莽茫o. O tema seria, basicamente, a regi茫o da Bairrada e a sua riqueza humana e vitivin铆cola(37).

Curiosamente, na primeira reuni茫o do novo executivo, realizada nesse mesmo dia, foi registado que "n茫o houve qualquer entrega de relat贸rio de actividades nem de contas, sendo os elementos da direc莽茫o actual ostensivamente ignorados durante trinta e cinco minutos. Perante esta situa莽茫o de impasse, apenas foi dito que s贸 na semana seguinte os relat贸rios seriam dados a conhecer"(38). Mas tudo se foi ultrapassando...

Na reuni茫o de 29 de Outubro, a Direc莽茫o congratulou-se pela elei莽茫o do seu presidente da As. Geral, Renato Ara煤jo, para reitor da Universidade de Aveiro.

Promoveu-se maior interc芒mbio com o "n煤cleo de Arquitectos de Aveiro", participando na sua revista, decidiu-se a organiza莽茫o da Cer芒mica Art铆stica e Decorativa Aveiro聽 II (39), sempre com o objectivo de n茫o deixar cair a luta pela F谩brica Campos e de levar por diante o Museu da Cer芒mica (ou da Ind煤stria). Enquanto isto, continuaram-se as palestras em escolas e ao servi莽o de outras associa莽玫es, sempre que
solicitado ou justificado o apoio, nomeadamente em Castelo de Paiva, em Anadia, em Vagos, em Vale de Cambra e em 脥lhavo. Foi ainda decidido memorar a vida e a obra de J. M. Mendes Leite, em茅rita figura do s茅culo XIX, com sess茫o p煤blica, interven莽玫es e publica莽茫o de textos alusivos 脿 sua vida pol铆tica. Ao mesmo tempo, fez-se uma exposi莽茫o de documentos que testemunham essa grandiosa obra de pol铆tico.

Robusteceu-se a informa莽茫o 脿 imprensa com textos adequados aos temas que, entretanto, iam animando a vida da Regi茫o e, sobretudo, a aveirense, tais como(40):

A raz茫o de uma luta
A entrega do ramo 鈥 um valor cultural a preservar
Barcos no Canal central 鈥 A prop贸sito...
Porto de Aveiro 鈥 Com que acessos?
O IP5 e o N贸 das Pir芒mides...

Entretanto, a 煤ltima acta de reuni茫o a que presidiu Armando Duarte foi a 18 de Novembro de 87. Deduz-se que, aguardando o acto eleitoral e por alguma in茅rcia do colectivo, se tenha entrado num per铆odo mais de deixar correr, esperando a chegada de nova direc莽茫o.

A verdade 茅 que n茫o se respeitavam os Estatutos, nomeadamente no que concerne 脿s elei莽玫es e cada vez mais se tornava dif铆cil encontrar quem se apresentasse para cumprir um mandato anual. Reclamava a Direc莽茫o que havia expirado o seu tempo, mas o presidente da As. Geral reclamava que importava saber quem se apresentava para assumir... e o tempo ia passando.

Enquanto se arrastava esta indefini莽茫o, esmorecia, naturalmente, a normal capacidade de interven莽茫o p煤blica ou, talvez melhor, instalava-se algum des芒nimo entre os associados...

4. O d茅cimo anivers谩rio 鈥 novo 芒nimo e m煤ltiplas actividades

脌 medida que ia aproximando o ano de 1989 鈥 em que a ADERAV festejaria o seu d茅cimo anivers谩rio 鈥 muitos eram, mesmo entre os fundadores, aqueles que, ent茫o, pensavam ser uma "coroa de gl贸ria" festejar-se uma tal efem茅ride, dada a curta exist锚ncia que, normalmente, marca a vida das associa莽玫es culturais. Alguns, no entanto, lamentavam que, com um palmar茅s de servi莽os t茫o relevantes, se n茫o conseguisse essa gl贸ria... a verdade 茅 que, na hora das elei莽玫es, ningu茅m parecia dispon铆vel.

Por sua vez, os que j谩 tinham assumido a sua direc莽茫o, consideravam que uma associa莽茫o deve traduzir a sua vida pela rotatividade dos corpos directivos e, em 煤ltimo caso, mesmo o n煤cleo mais restrito dos fundadores argumentava que a Associa莽茫o n茫o fora criada para servir nenhum deles mas t茫o s贸 Aveiro e a sua Regi茫o.

Perante algumas destas argumenta莽玫es, mais parecia que, de facto, n茫o se celebraria o d茅cimo anivers谩rio...

Angustiados, reuniam-se alguns associados e discutiam o assunto. Por 煤ltimo, deu-se a conhecer que, se n茫o surgisse outra hip贸tese de assegurar a direc莽茫o da colectividade, dar-se-ia cumprimento a um "acerto de cavalheiros" que havia sido feito entre tr锚s membros fundadores, no qual se estabelecia uma sucess茫o rotativa na presid锚ncia, com a colabora莽茫o dos dois restantes membros. E, frustradas outras hip贸teses que se n茫o levantaram, avan莽ou o primeiro dos nomes do dito acordo (sem depois se ter cumprido o restante da rota莽茫o no assumir das direc莽玫es seguintes).

As elei莽玫es decorreram a 5 de Janeiro de 1989, sendo eleito Amaro Neves como presidente e dois vice presidentes: Deniz Ramos Padeiro e 脫scar Gra莽a. Mas, a Direc莽茫o contou com o empenhamento da "troica"(41), mobilizando os s贸cios meios "arrefecidos" e muitas vontades de novos simpatizantes, foi vis铆vel um certo fulgor na gest茫o desse ano, tendo-se editado o n煤mero 17(42) (em que, a prop贸sito do 10潞 anivers谩rio se publicou um singelo apontamento sobre Como nasceu ADERAV").
Articularam-se com o Prof. Jos茅 Hermano Saraiva algumas interven莽玫es sobre o Patrim贸nio Cultural de Aveiro, no Di谩rio Popular, de que era director, em resultado do que se deslocou a Aveiro a fazer duas palestras sobre estas tem谩ticas, com grande aflu锚ncia de p煤blico.

E, como curiosidade, na reuni茫o de 15 de Fevereiro, foi decidido "oferecer 脿 C芒mara Municipal de Aveiro 400 volumes (l00 exemplares de cada) dos t铆tulos seguintes: Aveiro 鈥 Hist贸ria e Arte; Aveiro 鈥 Silhuetas do tempo; 脥lhavos e Murtoseiros na Emigra莽茫o Portuguesa; Mendes Leite, a serem distribu铆dos gratuitamente conforme a edilidade e o seu pelouro da Cultura bem entenderem. Desta forma deseja esta associa莽茫o divulgar Cultura/Patrim贸nio regionais e ao mesmo tempo sensibilizar a Edilidade que V陋 Ex.陋 dirige para algumas das actividades que a ADERAV tem desenvolvido ao longo dos 10 anos de exist锚ncia (a celebrar em Maio), defendendo, promovendo e divulgando valores culturais, com visitas guiadas, campos de trabalho, ac莽玫es de juventude, col贸quios, exposi莽玫es, diversas edi莽玫es (cerca de 3 dezenas, das quais a mais regular 茅 o "boletim") para o que tem contado, em geral, com reduzidos apoios do munic铆pio e, eventualmente, de outros organismos"(43).

Em Mar莽o, de 22 a 27, dois elementos da Direc莽茫o estiveram na VI Assembleia Geral do Movimento Ecol贸gico Ib茅rico, em Espanha.

Por outro lado, fez-se uma grande exposi莽茫o sobre Capelas de Aveiro, com cerca de 40 trabalhos de artistas aveirenses (nenhum podia apresentar mais de tr锚s), a qual serviu de pano de fundo para a edi莽茫o do livro "Capelas de Aveiro", com os textos de Ant贸nio Cristo(44). Estas ac莽玫es enquadraram-se nas "festas da cidade" deste ano de 89.

A 15 de Junho, mais uma vez, por informa莽茫o da CM de Aveiro, se imp么s a mudan莽a de sede, desta feita para o Bairro de Santiago, nos ditos "comboios amarelos", o que teve de ser feito com urg锚ncia.

E, durante o ver茫o, fizeram-se como de costume as visitas a grupos de jovens e campos de f茅rias, em articula莽茫o com o IPJ.

A "rentr茅e" do ano escolar trouxe outra movimenta莽茫o nas escolas, levando a palestras e ac莽玫es com grupos de professores, nomeadamente 脿queles que se encontravam em est谩gio pedag贸gico (脕gueda e Murtosa).

A Direc莽茫o reuniu com os candidatos dos partidos concorrentes 脿 C芒mara de Aveiro expondo-lhes as principais preocupa莽玫es patrimoniais, em total p茅 de igualdade da informa莽茫o, e posteriormente emitiu um comunicado sobre a recupera莽茫o da F谩brica Campos, esperada h谩 dez anos... De seguida, promoveu encontros com as C芒maras de Vagos, de 脥lhavo, da Murtosa(45) e de 脕gueda para manifestar as preocupa莽玫es locais, nas 谩reas do Patrim贸nio.

De 11 de Novembro a 16 de Dezembro, esteve patente a Bienal Internacional de Cer芒mica Art铆stica de Aveiro, nos pavilh玫es do Canal do C么jo, com uma representa莽茫o internacional que excedeu as expectativas e uma qualidade que surpreendeu a pr贸pria comiss茫o organizadora(46) e at茅 o j煤ri internacional que presidiu 脿 selec莽茫o das pe莽as apresentadas. Neste certame se empenhou activamente a direc莽茫o da ADERAV, ao longo de muitos meses 鈥 de resto, ele traduzia a concretiza莽茫o do grande sonho, ao realizar as duas Exposi莽玫es de Cer芒mica Art铆stica, promovidas anteriormente pela Associa莽茫o 鈥 e, naturalmente, do 锚xito alcan莽ado se orgulhava tamb茅m o n煤cleo directivo, reconhecendo sem d煤vida o indispens谩vel apoio log铆stico e pol铆tico da C芒mara Municipal.

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Capa do cat谩logo da 2.陋 Bienal Internacional de Cer芒mica Art铆stica. Clicar para ampliar.

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Capa do cat谩logo da 2.陋 Bienal Internacional de Cer芒mica Art铆stica.

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Decidiu-se ainda fazer "capas" como s铆mbolo ADERAV para encadernar os boletins editados, agrupando-os em dois volumes, enquanto Henrique de Oliveira se disp么s a fazer todos os 铆ndices alfab茅ticos para esse agrupamento, publicados no n潞 17.

De resto, foi no geral um ano de iniciativas e concretiza莽玫es amplas 鈥 para al茅m das edi莽玫es, exposi莽玫es, visitas guiadas e interven莽玫es... e do I Encontro Distrital de Associa莽玫es Culturais e do Patrim贸nio, realizadas na Universidade com a participa莽茫o do Reitor 鈥 concretiza莽玫es que deram for莽a e nova vida 脿 ADERAV, a n铆vel distrital, adequadas ao anivers谩rio que se celebrava e que, para uns tantos (os costumados detractores) era anunciado como "canto do cisne" da Associa莽茫o.

Enfim, festejavam-se dois lustros de muitas sess玫es de sensibiliza莽茫o para os valores culturais regionais, de pequenas ou grandes batalhas pela defesa e valoriza莽茫o do patrim贸nio aveirense e, tamb茅m, apesar de tudo e, 脿s vezes, contra os mais diversos poderes locais, as "grandes vit贸rias" alcan莽adas em beneficio da Cultura e do Patrim贸nio da Regi茫o de Aveiro.
A consci锚ncia disto mesmo se traduziu, em parte, nas palavras de abertura do Boletim n潞 17, com o t铆tulo Dez anos depois, em que se faz uma auto-cr铆tica ao trabalho desenvolvido mas, mais do que evocar as ac莽玫es e as grandes batalhas conseguidas, gra莽as 脿 mobiliza莽茫o dos associados, se reconhece que a maior vit贸ria at茅 ent茫o travada foi uma constante "ac莽茫o pedag贸gica que conta em Aveiro uma d茅cada de esfor莽o e que, por certo, levar谩 as novas gera莽玫es a assumirem comportamentos diferentes dos que herdaram de seus pais".

De facto, sendo a maioria dos aproximadamente 350 membros da Associa莽茫o constitu铆da por professores de diferentes sectores, apresentava-se como primeiro objectivo, a longo prazo, "a batalha da educa莽茫o na defesa dos valores naturais e culturais como bens comunit谩rios extremamente valiosos e os mais caracterizadores de uma regi茫o", pelo que importava, acima de tudo, preparar as gera莽玫es mais novas para assumirem a heran莽a patrimonial.

No final do ano de trabalho, n茫o se apresentando dispon铆vel nenhum dos elementos da "troica", a direc莽茫o apresentou uma lista a sufr谩gio, para o ano de 1990, encabe莽ada por M. Albertina Nunes (j谩 tinha dado vastos contributos 脿 Associa莽茫o), coadjuvada por Artur Jorge Almeida e Ant贸nio F. Oliveira, presidindo 脿 As. Geral Amaro Neves e, ao Conselho Fiscal, 脡nio Semedo.

A Direc莽茫o participou no encontro de Associa莽玫es de Estudo e Defesa do Patrim贸nio Cultural, Natural e Ambiental que se realizou no Museu Mar铆timo de 脥lhavo e, a convite do pelouro da Cultura da C芒mara de Aveiro, no encontro-debate sobre as actividades da Cultura, no ano anterior e para o ano corrente.

Foi feita uma visita prolongada a Anadia, para avaliar o estado da capela de S. Jo茫o da Azenha (apoiada nos associados activos que por ali residiam) e, sobre o assunto, emitiu-se um parecer dirigido a esta C芒mara Municipal no sentido de que, equacionando-se eventualmente a constru莽茫o de uma capela nova, importava, acima de tudo "lembrar que a capela velha dever谩 ser melhorada e sempre mantida"(47).

Em Abril, o debate foi essencialmente sobre recursos h铆dricos dos concelhos de Arouca e de Castelo de Paiva, com texto de cunho pedag贸gico, relacionados com os rios Paiva e Arda, propondo que, "num futuro pr贸ximo, seja criado o Parque Natural da Serra da Freita e Gralheira"(48).

Em Maio, articulou-se um programa de visitas guiadas 脿 cidade e ao concelho, orientadas por associados conhecedores das 谩reas e patrim贸nio a visitar, e a associa莽茫o esteve presente, com stand pr贸prio, na Feira do Livro.

Entretanto, acabadas as visitas guiadas programadas, emitiu-se um texto de reflex茫o sobre o patrim贸nio aveirense, que foi distribu铆do 脿 imprensa, com grande divulga莽茫o no seman谩rio Litoral(49).

No come莽o do ano lectivo, como habitual, desenvolveu-se a normal actividade de interliga莽茫o 脿s escolas. Ainda antes de acabar a anuidade e tal como havia sido planeado, editou-se um n煤mero especial do Boletim, sobre a Bairrada, com data de Novembro de 1990, a prop贸sito dos "Cem anos de espumante da Bairrada", que obteve um 锚xito surpreendente. E, nele porque a todos abalou a triste not铆cia, foi prestada homenagem 脿 figura do prof. Dr. Aristides Hall, em茅rito investigador da Universidade de Aveiro, subitamente falecido, tendo em conta os prestimosos servi莽os prestados 脿 ADERAV 鈥 seu membro fundador, sempre dispon铆vel e entusiasta exemplar na defesa do Patrim贸nio Natural e Cultural da nossa Regi茫o.

De 2 a 30 de Novembro, alguns membros da Associa莽茫o deram corpo, na sequ锚ncia de meses de trabalho anterior, 脿 comiss茫o organizadora(50) da II Bienal Internacional de Cer芒mica Art铆stica, que repetiu, melhorado, o 锚xito alcan莽ado na primeira.

A participa莽茫o da ADERAV, de resto, foi ent茫o bem sublinhada pelo presidente da C芒mara Municipal, Dr. Gir茫o Pereira, escrevendo na Apresenta莽茫o do respectivo Cat谩logo, a prop贸sito dos contextos cer芒micos de Aveiro e da sua regi茫o 鈥 芦Esta ambi锚ncia criou os pressupostos necess谩rios para a realiza莽茫o de exposi莽玫es pr贸prias, como as duas "Mostras de Cer芒mica Art铆stica e Decorativa" que se ficaram a dever 脿 iniciativa da Associa莽茫o de Defesa do Patrim贸nio da Regi茫o de Aveiro 鈥 ADERAV, com o apoio da C芒mara Municipal de Aveiro (51).

Capa do 煤ltimo n煤mero do Boletim da ADERAV.

A 15 de Novembro, em Assembleia Geral, foram eleitos os novos corpos directivos para o ano de 1992, com Emanuel Cunha, como presidente da Direc莽茫o, assessorado por Joaquim Correia, Artur Fino, Rosa Maria Oliveira, Ars茅nio Mota, Teresa Costa e Armor Pires Mota, enquanto na As. Geral presidia Vasco Branco.

Como se pode avaliar, com um leque de figuras ligadas 脿 literatura e 脿 arte, desde logo se perspectivou uma exposi莽茫o de pintura e interven莽玫es p煤blicas liter谩rias, entre as quais um ciclo de palestras. Discutiu-se o II Encontro de Associa莽玫es Culturais, a realizar em 23 e 24 de Maio, bem como a participa莽茫o da Associa莽茫o, na Feira do Livro.

Se escapam 脿 an谩lise as actividades desenvolvidas, por falta de actas regulares e tamb茅m de boletins informativos, 茅 certo que o II Encontro das Associa莽玫es Culturais do Concelho de Aveiro foi uma realiza莽茫o de bom n铆vel e de bons frutos.

Palestras e interven莽玫es liter谩rias tamb茅m as houve, com regularidade, corporizadas pelos nomes que integravam os corpos directivos. E, dadas as boas rela莽玫es institucionais entre o presidente e a respons谩vel pelo pelouro da Cultura, Dr.陋 Maria da Luz Nolasco, algumas outras actividades resultaram em colabora莽茫o m煤tua, pelo bem geral da cultura regional e aveirense.

Entretanto, tamb茅m a F谩brica Campos foi sendo recuperada e, reconhecendo-se publicamente os anos de luta que ADERAV havia desenvolvido pela defesa deste im贸vel (a parte mais importante do conjunto) da arquitectura industrial, foi considerada justa e merecida a sua integra莽茫o nesse espa莽o entretanto recuperado, para ali se transferindo ent茫o a actual sede, com algumas comodidades e em espa莽o capaz de possibilitar mais e novas ac莽玫es.

5. Subitamente, a grande crise directiva ... e o renascer das cinzas

Agora, caminhava-se para o final de mais um lustro de vida e tudo parecia orientado da melhor maneira para anuidades e mandatos de sucesso...

A elei莽茫o para o ano de 1993, no entanto, veio tardiamente, a 30 de Mar莽o, e pretendeu enquadrar uma daquelas vozes cr铆ticas 脿 actua莽茫o da ADERAV, pois pensou-se que, assim, se daria a melhor oportunidade a novos entusiasmos e perspectivas. Mas o presidente eleito, tendo aceite, foi criticando e sempre protelando a sua entrada em fun莽玫es e consequentemente retardando qualquer interven莽茫o, sem reuni玫es nem actividades.

Deu-se ent茫o uma situa莽茫o an贸mala: por um lado, uma Direc莽茫o estatutariamente empossada mas cujo timoneiro n茫o aparecia para enfrentar as situa莽玫es, nem se propunha a encontrar uma outra solu莽茫o, por in茅rcia total; por outro, a anterior Direc莽茫o que, perante a realidade e dentro do poss铆vel, ia "carregando" uma gest茫o corrente mas manietada face ao acto eleitoral que havia decorrido. E o tempo foi correndo, correndo, esgotando-se o resto de 93 e o ano de 94, sem novidades directivas...

Bem se fizeram dilig锚ncias diversas (n茫o se poupou a esfor莽os o presidente em exerc铆cio, Emanuel Cunha), junto do presidente designado, para que se resolvesse a crise... mas, nada! E passaram-se mais os anos de 95 e 96. Neste contexto que mais parecia de morte por inani莽茫o, tamb茅m o Presidente da As. Geral, Vasco Branco, ansiava por uma solu莽茫o airosa que repusesse o normal funcionamento associativo. E o cepticismo come莽ou a instalar-se... e muitos viravam-se para os fundadores mais aguerridos e activos, exigindo interven莽茫o.

Foi o que acabou por acontecer, com a total concord芒ncia do presidente da Assembleia Geral, Vasco Branco, que, goradas outras hip贸teses, expressamente para o efeito convocou uma Assembleia para 11 de Janeiro de 1997 e onde, 脿 falta de secret谩rio, se elegeu ali mesmo um que, "preto no branco", fizesse a respectiva acta que relata:

Aberta a sess茫o, o presidente fez uma exposi莽茫o da letargia da ADERAV neste dois 煤ltimos anos e mostrou satisfa莽茫o por ver reunido um grupo de aveirenses em torno deste projecto. Apontou alguns "casos" mais significativos do patrim贸nio constru铆do e evocou o "Aveiro Antigo". Seguidamente, convidou o associado Amaro Neves a apresentar a nova proposta de Direc莽茫o (52).

Feita a justifica莽茫o dos novos elementos, a Assembleia discutiu um plano de trabalho apresentado pela candidata a presidente da Associa莽茫o, colheram-se sugest玫es entre os presentes e acertaram-se prazos de actividades, sendo aprovados por unanimidade todos os corpos directivos, com a sensa莽茫o de que se havia virado uma p谩gina angustiada, nos anais da ADERAV.

E tudo parecia ser pac铆fico... mas, semanas depois, j谩 alguns arautos da desgra莽a que n茫o tinham assumido as anteriores responsabilidades, voltavam a "questionar a legalidade do acto eleitoral", tal como se discutiu na reuni茫o de Direc莽茫o de 26 de Abril de 97, valendo a determina莽茫o da presidente de "cumprir o seu mandato at茅 ao fim". Ent茫o, substituindo-se um elemento, por conveni锚ncia de servi莽o, foi
apresentada e aprovada a ideia de saber, junto da vereadora do pelouro da Cultura da C.M. Aveiro, que destino se projectava para a velha casa do Dr. Alberto Souto, em Bonsucesso, pois se encontra em adiantado estado de ru铆na, bem como para a casa dos av贸s de E莽a de Queir贸s, em Verdemilho, ou ainda para o conjunto em que se integra a "casa Paris", na avenida Louren莽o Peixinho (entre outros casos).

Em Junho, comprometeu-se a Direc莽茫o a um levantamento dos edif铆cios Arte Nova, no concelho de Aveiro 鈥 mas foi sugerido que esse levantamento e interven莽茫o fosse mais amplo, sobretudo alargado a 脥lhavo 鈥, e redigiu-se uma "carta aberta" para a imprensa sobre o estado desse patrim贸nio edificado.

De facto, a preocupa莽茫o dominante da Direc莽茫o desta anuidade foi, numa primeira fase, a Arte Nova em Aveiro, abrindo-se lentamente a outras 谩reas do patrim贸nio constru铆 do, mesmo fora do concelho. Diversas reuni玫es com o executivo municipal pouco adiantaram na sua conserva莽茫o, mas foi-se enraizando a ideia de que urgia um debate p煤blico sobre a defesa desse patrim贸nio, nomeadamente do princ铆pio do s茅culo XX e de fei莽茫o Arte Nova (mas tamb茅m Deco e "casa portuguesa"), pelas interven莽玫es de arquitectos aveirenses. Curiosamente, o Conselho Consultivo da Cultura e o Conselho Consultivo do Patrim贸nio Edificado, a partir de 1998, integraram diversos membros identificados com a vida da ADERAV, a convite do vereador do Pelouro da Cultura, Jaime Borges(53).

E, por articula莽茫o entre este pelouro e a Direc莽茫o da Associa莽茫o, foi organizado o encontro nacional sobre Arte Nova(54), aqui reunindo (na j谩 recuperada F谩brica Campos, convertida em Centro Cultural e de Congressos), por dois dias, os especialistas desta 谩rea do conhecimento art铆stico e do planeamento urbano, bem como da recupera莽茫o do patrim贸nio edificado, com a presen莽a do Ministro da Cultura, Manuel Carrilho, atraindo centenas de interessados nos debates.

Alguns textos foram produzidos, por iniciativa da presidente, sobre estas manifesta莽玫es arquitect贸nicas, gerando interesse pelas TVs, a n铆vel nacional. Entretanto, foram pedidas ou propostas ao IPPAR, entre 1997 e 1998, as seguintes classifica莽玫es de patrim贸nio edificado:

- Pastelaria Avenida, na Av. Louren莽o Peixinho, Aveiro, a 15 de Junho de 1997;
- Ourivesaria Matias, na Av. Louren莽o Peixinho, Aveiro a 16 de Outubro de 1997;
- Casa Paris, na Av. Louren莽o Peixinho, Aveiro, a 16 de Outubro de 1997;

J谩 com a data de 6 de Agosto de 1998, um vasto leque de propostas:

- Casa Dr. Alberto Souto, Bonsucesso (freguesia de Aradas);
- Casas n潞 168-172, e 216 A, B e C, na Av. Louren莽o Peixinho, Aveiro;
- Casas no 158-162, na avo Louren莽o Peixinho e n潞 6-14, na rua Eng.潞 Oudinot;
- Farm谩cia Ala, na Pra莽a J. Melo Freitas;
- Edif铆cio "Testa e Amadores" (em frente ao Museu Nacional);
- Casa na Rua Miguel Bombarda n潞 1, 5, 7, 9, 11 e 13;
- Edif铆cio da Av. Central (antiga Rua do Rato), n掳 23-29;
- Casa na Rua de E莽a de Queir贸s, n潞 1;
- Em Espinho, o edif铆cio do Sport Clube de Espinho;

Isto 茅, um punhado de propostas de classifica莽茫o, antes que e na esperan莽a de que os camartelos municipais n茫o chegassem e, insensivelmente, tudo demolissem, como tantas vezes, infelizmente, tem acontecido.

Mas foram dois anos com escassos registos de actividade e poucas actas (com alguns conflitos internos, gerados por detractores(55)), ainda que de "contactos com entidades oficiais a n铆vel de Lisboa" e com as C芒maras do Distrito ou, por outra via, se "discutiu o que estava a acontecer de grave no patrim贸nio da cidade de Espinho" como adiantou a presidente, na reuni茫o da Assembleia Geral de 9 de Julho de 199956, quando se procedeu a novo acto eleitoral. Em face deste, para 1999-2000, reelegeu-se Maria Jo茫o Fernandes, como presidente, com Ant贸nio S茅rgio Azeredo e Lu铆s Souto de Miranda como vice presidentes, enquanto na As. Geral presidia Amaro Neves e, no Conselho Fiscal, Pedro Silva.

Deste "mandato" se relevam as interven莽玫es nas 谩reas do patrim贸nio edificado, continuando essencialmente focalizadas na Arte Nova de Aveiro e seu Distrito, como referem as poucas actas lavradas - incluindo a de balan莽o final 鈥 e nas propostas de classifica莽茫o apresentadas ao IPP AR, nos concelhos de Albergaria-a-Velha, de Aveiro, de Espinho e de 脥lhavo, num conjunto de cerca de quatro dezenas de propostas, devidamente justificadas, com vista a que se garantisse a salvaguarda deste patrim贸nio(57) .

A data da maioria delas tem a ver com as disponibilidades da equipa que as elaborou, sob orienta莽茫o da presidente que, neste particular, n茫o se poupou a esfor莽os, nomeadamente insistindo com os poderes institu铆dos, a n铆vel central, com vista a manter este "n煤cleo patrimonial" como o essencial da interven莽茫o Arte Nova, no Distrito de Aveiro.

Mas, obviamente, por cansa莽o da equipa que dirigia a Associa莽茫o (cuja presidente residia em Lisboa), tomava-se imperioso dar lugar a outras boas vontades, para o que foi convocada a As. Geral com vista a elei莽玫es, o que veio a acontecer a 24 de Mar莽o de 2001. Desta resultou eleito, como presidente, Delfim Bismarck, com Ant贸nio S茅rgio Azeredo e Lu铆s Souto de Miranda como vice-presidentes, dirigindo a Assembleia Geral Maria Jo茫o Fernandes e, no Conselho Fiscal, Nuno Pinto Teixeira. Na Assembleia se fez justi莽a "ao esfor莽o de levantamento e pedidos de classifica莽茫o do Patrim贸nio Arte Nova", adiantando a presidente cessante que se iria realizar, a curto prazo, "um col贸quio internacional sobre Arte Nova em Portugal", na sequ锚ncia dos trabalhos desenvolvidos na Regi茫o de Aveiro, ao servi莽o da ADERAV.

Nas primeiras reuni玫es ordin谩rias, foi preocupa莽茫o da nova direc莽茫o constituir "equipas tem谩ticas" para melhor se fundamentarem as interven莽玫es, agendar reuni玫es com os executivos das principais C芒maras Municipais do Distrito, programar um concerto musical na igreja de Angeja como forma de chamar 脿 aten莽茫o para o valor da igreja e do seu recheio art铆stico e delinear o novo figurino de uma revista que substitu铆sse o antigo Boletim ADERAV, com maior amplitude de interven莽茫o, a apresentar ao p煤blico no m锚s de Maio pr贸ximos8. E neste m锚s, houve um protocolo entre a ADERAV e a QUERCUS com vista a uma interven莽茫o conjunta no sentido de se discutir e melhorar a proposta de altera莽茫o para o IP5, no tro莽o de Albergaria-a-Velha/Aveiro, pelas implica莽玫es ambientais desse tal trajecto.

Foi tamb茅m dado parecer ao LNEC sobre a velha casa do Dr. Alberto Souto, em Bonsucesso, para onde se projecta a transfer锚ncia do Arquivo Distrital.

Em 18 e 19 de Maio, a Associa莽茫o participou no encontro sobre Aveiro 鈥 Azulejaria de Fachada, no Centro Cultural e de Congressos, com interven莽茫o de v谩rios elementos, entre os especialistas nacionais. E, na Feira do Livro, esteve em stand pr贸prio promovendo a venda das suas edi莽玫es.

Em Junho, apresentaram-se ao IPPAR, para classifica莽茫o, os seguintes im贸veis:

Casa da Fonte (s茅c. XVIII), em Albergaria-a-Velha;
Tro莽o de cal莽ada romana (s茅c. lI), na freguesia da Branca;
Quinta das Relvas (s茅c. XVIII), na mesma freguesia;
Quinta do Outeiro (s茅c. XIX), tamb茅m na freguesia da Branca.

Em Setembro, 20 e 21, foi a presen莽a na Arr谩bida, no curso dedicado a "1890-1914 as d茅cadas prodigiosas 鈥 Arte Nova em Portugal e na Europa", coordenado pela Dr.陋 Maria Jo茫o Fernandes, ent茫o presidente da As. Geral.

V谩rias reuni玫es com executivos municipais foram concretizadas e organizaram-se visitas guiadas, nomeadamente a A veiro. E ainda "tom谩mos posi莽茫o p煤blica, atrav茅s de jornais e r谩dio, em rela莽茫o a v谩rios temas, dos quais destacamos: Edif铆cio Severim Duarte, tra莽ado do IC 1, Teatro Aveirense"(59).

Clicar para ampliar.

A 20 de Novembro, foi decidido tomar posi莽茫o firme contra a ideia, apresentada pelo executivo municipal de Albergaria-a-Velha, de mudar o pelourinho de Angeja.

J谩 em 2002, a 13 de Mar莽o, foi solicitada ao IPPAR a classifica莽茫o da capela da Senhora dos Rem茅dios, em Pardilh贸, Estarreja. E a 22 de Maio, os elementos da Direc莽茫o presentes no Conselho Consultivo do Patrim贸nio Edificado, Delfim Bismarck e S茅rgio Azeredo, redigem documento(60) alertando para a urg锚ncia na interven莽茫o e defesa da igreja e convento de S. Ant贸nio e capela da Ordem Terceira de S. Francisco, na cidade de Aveiro, documento esse que foi dirigido 脿 Diocese, ao IPPAR, 脿 C. M. de Aveiro e a outras institui莽玫es.

Capa do primeiro n煤mero da revista Patrim贸nios.

Nos meses seguintes, concretizaram-se entrevistas com representantes municipais em Ovar, Estarreja, Aveiro, Albergaria-a-Velha... e foram acompanhadas as delega莽玫es do IPPAR a Pardilh贸 e 脿 capela de Santo Amaro, em Bedu铆do (Estarreja), onde se haviam encontrado, para al茅m de sepulturas diversos "achados arqueol贸gicos, nomeadamente uma pequena l芒mina em s铆lex, com cerca de 10 cm, datada do Calcol铆tico"(61). Foram tamb茅m promovidas, uma palestra com a Dr. Rosa Pinho, da Universidade de Aveiro, realizada em parceria com a C.M. Murtosa, e visitas guiadas 脿 cidade de Aveiro.

A 17 de Julho foi presente 脿 C.M. de Estarreja, um vasto conjunto de propostas de classifica莽茫o como "Im贸veis de Valor Cultural Municipal", devidamente justificadas, relativas a edif铆cios que se encontram na 谩rea deste Concelho(62). Deste conjunto de propostas, algumas delas foram igualmente apresentadas ao IPPAR, resultando posteriores classifica莽玫es.

Entretanto, a 29 de Novembro de 2003, houve As. Geral para a elei莽茫o de novos corpos sociais, ali se apresentando a presidente da Mesa da Assembleia, Maria Jo茫o Fernandes, a justificar a sua dedica莽茫o 脿 Associa莽茫o, nomeadamente na 谩rea da Arte Nova 鈥 o que ningu茅m p么s em causa 鈥 ainda que n茫o pretendesse apresentar qualquer lista para nova direc莽茫o. Em todo o caso, eleito o secret谩rio, Lu铆s Souto de Miranda, elaborou-se a acta da reuni茫o geral que foi longa e acalorada, e que ditou algumas altera莽玫es aos Estatutos e, tamb茅m, os novos corpos sociais 鈥 eleitos por unanimidade dos presentes 鈥 que ser茫o dirigidos por Delfim Bismarck com os vice presidentes Lu铆s Souto de Miranda e Ant贸nio S茅rgio Azeredo, tendo como presidente da As. Geral, Deniz Ramos Padeiro e, no Conselho Fiscal, Nuno Pinto Teixeira.

Desde logo, 脿 nova Direc莽茫o se imp么s, como todos reconheceram, o dever de comemorar as "bodas de prata" da ADERAV... E, neste sentido, entre outras actividades mais correntes, foi prometido o n潞 4 de Patrim贸nios, um ciclo de palestras e tamb茅m umas jornadas sobre Patrim贸nio Cultural e Natural, al茅m, claro, da evoca莽茫o da cria莽茫o da Associa莽茫o.

Mas, ainda antes desta celebra莽茫o, mais um percal莽o se levantou... obrigando a Associa莽茫o a nova mudan莽a de sede, ainda que com a promessa de se tratar de "situa莽茫o tempor谩ria".

6. O Boletim ADERAV e outras edi莽玫es

Quem conhe莽a a hist贸ria da associa莽茫o lembrar谩 como foi dif铆cil fazer o boletim, por mais simples que ele hoje nos pare莽a. Um mar de dificuldades! No tempo em que ele nasceu, poucos s贸cios escreviam "artigos", poucas pessoas se aventuravam... e para fazer uma pequena edi莽茫o, havia que procurar tipografias que se prestassem a faz锚-lo. Assumimos constituir uma comiss茫o 鈥 "um corpo redactorial": 脡nio Semedo, Henrique de Oliveira e Amaro Neves 鈥 como forma de o viabilizar, quer do ponto de vista da colabora莽茫o quer da organiza莽茫o e revis茫o, acompanhando-o de perto nas tipografias (valendo, em muitos casos, a boa vontade do Sr. Anjos, tanto na Tipave como na Lito-脕gueda), garantindo tamb茅m, dentro do poss铆vel, os suficientes apoios para n茫o sobrecarregar os ex铆guos recursos da Associa莽茫o.

Neste campo, o principal obreiro desta tarefa foi Henrique de Oliveira, labutando com o seu computador, sobretudo quando este n茫o respondia 脿s exig锚ncias do patr茫o. Nisto 鈥 o seu a seu dono 鈥 tudo tinha que ser reescrito em conformidade com as gr谩ficas e s贸 ele o fazia... assim se foram ensaiando escritos e formas de o fazer, com a convic莽茫o de que para garantir a sua unidade e o tempo regular de edi莽茫o, se n茫o devia abrir m茫o da tarefa de coordena莽茫o. De resto, quando ela se quebrou, os resultados n茫o foram positivos.

A cada novo n煤mero, um novo alento se dava, pois podiam exibir-se "na pra莽a p煤blica", como trof茅u, preto no branco, estudos de diferentes autores (bem queridos ou n茫o do sistema pol铆tico) e diferentes tem谩ticas, do natural ou do cultural, mas que todas traduziam os principais anseios na defesa do Patrim贸nio. Introduziu-se uma rubrica 鈥 o notici谩rio-interven莽茫o 鈥 que colmatou algumas falhas de actas e de outros registos, mas em cada um dos boletins se impunha sempre um levantamento do que havia sido feito... quando se conseguia. De qualquer forma, vale a pena comparar o que se conseguia fazer ao editar o n潞 1 com o que se fez como n潞 17 ou 18...

Dos Boletins especiais, dois deles tiveram procura surpreendente e houve at茅 um caso em que foi necess谩rio fazer reedi莽茫o.

Mais tarde, entendeu-se mandar encadernar as colec莽玫es de boletins em dois volumes, com encaderna莽茫o timbrada pelo s铆mbolo da ADERAV, evitando que se perdessem alguns boletins.

Duas outras publica莽玫es, como boletins, se fizeram, com muito agrado: a de O Postal Antigo de Aveiro e a de Homenagem a Armando Andrade. Aquela, pela sua especificidade, teve uma ades茫o imediata e esgotou quase com o fecho da exposi莽茫o que a suportou, levando a que os alfarrabistas solicitassem aquela edi莽茫o e a vendessem a pre莽os loucos... e pagou bem o que nela se apostou! A do Armando Andrade foi na perspectiva dos apoios 脿s exposi莽玫es art铆sticas que se fizeram e igualmente paga pelas C芒maras de Aveiro e Ovar.

Assim, ao todo, se melhor quisermos, fizeram-se 20 boletins. Para o tempo... foi obra!

Enquanto isto, outras edi莽玫es, de maior amplitude, se empreenderam, tais como: Aveiro 鈥 Hist贸ria e Arte (1984), )Os 脥lhavos e os Murtoseiros na emigra莽茫o Portuguesa (1984), Aveiro 鈥 Silhuetas do tempo que passa (1985), Mendes Leite (1987) e Capelas de Aveiro (1989).

Editaram-se 4 postais ilustrados e uma serigrafia de Aveiro antigo (1983), como se esculpiu um busto alusivo ao centen谩rio de Jos茅 Est锚v茫o (1983), em gr茅s. Enquanto tudo isto, criaram-se e editaram-se v谩rios cartazes alusivos 脿s exposi莽玫es que se iam organizando e pequenas outras publica莽玫es para visitas guiadas.

Mais recentemente, sob a coordena莽茫o de Delfim Bismarck, actual presidente, foi lan莽ado um novo formato e corpo de boletim, sem d煤vida mais ousado 鈥 a II s茅rie, com o t铆tulo "Patrim贸nios" que, prevendo-se ser semestral, tem mantido a tiragem anual. O n潞 1 apareceu em 2001, o n煤mero 2, em 2002, o 3潞 em 2003 e este, o n煤mero 4, em 2004.
7. De 25 anos de vida, em plena actividade... uma reflex茫o!

Na verdade, cumprem-se 25 anos de vida... Quem se atreveria a pensar, h谩 uns anos atr谩s, que tal ia ser poss铆vel? E quantos n茫o ter茫o desejado, tamb茅m, que tal n茫o acontecesse, a avaliar pelas acusa莽玫es que fizeram aos seus directores tempor谩rios ou 脿s tomadas de posi莽茫o assumiram face 脿s situa莽玫es que se apresentaram?

Mas a verdade 茅 que a ADERAV, se justificava h谩 25 anos atr谩s, continua a justificar-se e, por certo, mais ainda do que ao tempo do seu nascimento.

Por茅m, importa dizer que s贸 foi poss铆vel chegar aqui por um esfor莽o colectivo de um punhado de verdadeiros resistentes e inconformados cidad茫os, culturalmente conscientes das responsabilidades que sobre si recaem, enquanto cidad茫os de corpo inteiro, de "antes quebrar que torcer"; por uma consci锚ncia s贸lida sobre o interesse dos nossos valores culturais (naturais ou constru铆dos) e por uma f茅 arreigada de que s茫o estes que nos alimentam o esp铆rito e ajudam a construir em cada dia a nossa identidade e as nossas diferen莽as regionais num espa莽o cada vez mais alargado que 茅 a Europa.

Por outro lado, para que a Associa莽茫o se mantivesse viva, houve que fazer trabalho s茅rio e continuado, nunca a fazer de conta que se fez. Por vezes, enfrentaram-se amea莽as graves(63) e sofreram-se retalia莽玫es diversas, quando os poderes econ贸micos e pol铆ticos n茫o gostaram das interven莽玫es... mas nada nos fez demover.

Fez-se tudo bem feito? Certamente nem tudo correu bem, houve uns per铆odos melhores que outros, que houve, por vezes, atritos pessoais dentro da pr贸pria institui莽茫o... mas tamb茅m se constru铆ram s贸lidas amizades no esp铆rito generoso do aprender a amar as nossas coisas, equipas de trabalho que se apoiaram numa constru莽茫o solid谩ria, numa partilha de saberes muito ampla, como escola de Humanidade pois que, aqui, ningu茅m tirou o lugar a ningu茅m pela simples raz茫o de que n茫o havia lugares.

ADERAV 茅 uma organiza莽茫o de pessoas com defeitos e virtudes, ainda que voluntariamente participantes com o objectivo de contribuir para que a Regi茫o tenha um desenvolvimento mais harmonioso, respeitando os valores herdados e, se poss铆vel, aprendendo a transmiti-los 脿s gera莽玫es mais novas nas melhores condi莽玫es, por amor aos pais e av贸s, isto 茅, 脿 mem贸ria colectiva.

Em todo este esfor莽o que foi e continuar谩 a ser grande, lembrar-se-茫o associados que, ao longo do percurso, foram deixando a Associa莽茫o, por vezes com exemplos de luta que muito ajudaram nos grandes combates e nos momentos menos bons. Eduardo Cerqueira, Jo茫o Sarabando, Aristides Hall, Jo茫o Ribeiro, C芒ndido Teles, Jo茫o Afonso Cristo ... est茫o entre os mais recordados!

Por tudo isto, ADERAV vai continuar os mesmos objectivos gerais. Celebrar 25 anos de vida n茫o foi, nem nunca se imaginaria tal, um objectivo da associa莽茫o. Mas, 25 anos s茫o uma boa raz茫o para mais reflectir e, certamente, tamb茅m para festejar.
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* Presidente fundador da ADERAV

1 鈥 Ficou estabelecido, no final da primavera de 76, entre mais de uma d煤zia de "aderentes", que a formaliza莽茫o do grupo se faria no inicio do novo ano lectivo, o ano de 1976/77.

2 鈥 A circular dizia: Sob a orienta莽茫o de respons谩veis da Direc莽茫o Geral do Patrim贸nio Cultural (Sec. Est. Da Cultura), vai realizar-se em Aveiro em 8 e 9 de Junho, no Museu (convento de Santa Joana Princesa). um semin谩rio subordinado ao tema 鈥 "A regi茫o de Aveiro: A Comunidade e o Patrim贸nio Cultural", com a seguinte ordem de trabalhos: dia 8-21h 鈥 Encontro com os Professores da regi茫o de Aveiro 鈥 "Escola e Comunidade"; dia 9 鈥 9.30h 鈥 Experi锚ncias realizadas em Viseu, Coimbra e Aveiro; 11.30h 鈥 Visita Guiada ao Museu, pelo seu Director; 16h 鈥 An谩lise dos planos de futuro; 21h 鈥 Sess茫o aberta 脿 popula莽茫o.

Desta circular deve dar-se conhecimento a todos os professores, informando que a participa莽茫o nestes trabalhos 茅 considerada servi莽o oficial e reveste particular interesse para os docentes de Hist贸ria, Portugu锚s e Ed. Visual que se sintam verdadeiramente empenhados na defesa do Patrim贸nio Cultural. 鈥 Aveiro, 22 de Maio de 1978, A Comiss茫o Executiva (as. Amaro Neves).

3 鈥 Esta colec莽茫o viria a ser, posteriormente, adquirida pela C芒mara Municipal.

4 鈥 Anos mais tarde, o Director penitenciava-se, alegando que tinha recebido informa莽茫o de que se tratava de organiza莽茫o politizada, com objectivos pouco claros. Afinal, reconhecia... 茅ramos boa gente!

Importar谩, para explicar esta reac莽茫o, identific谩-la com um "projecto" que se dizia existir, liderado pelo Dr. David Cristo e outras eventuais figuras regionais de projec莽茫o, chamado "N煤cleo de Estudos Aveirenses" 鈥 que teria, diziam, os mesmos objectivos da ADERAV, projecto para que tamb茅m fui, mais tarde, convidado, mas de que nunca se viu obra realizada, salvo uma confer锚ncia e uma edi莽茫o de um estudo, com aquele patroc铆nio.

5 鈥 A rela莽茫o dos nomes mais participantes consta em "Como nasceu o projecto", Boletim, n掳 17, 1989.

6 鈥 Para a organiza莽茫o do semin谩rio contei, sobretudo, com Am茅rico Figueira e Henrique Oliveira, cabendo a este secretariar, a quem coube tamb茅m a redac莽茫o final dos documentos a enviar para a Direc莽茫o Geral do Patrim贸nio.

7 鈥 脡 curioso ler, 脿 dist芒ncia do tempo, o Editorial do Boletim n掳 1, escrito em 1979, a justificar a raz茫o de ser da Associa莽茫o.

8 鈥 Foi celebrada na Secretaria Notarial de Aveiro, perante o not谩rio Dr. Fernando dos Santos Manata, com os seguintes outorgantes: primeiro, Amaro Ferreira Neves; segundo, Esmeralda Augusta Pereira Barata Figueira; terceiro, Jo茫o Afonso Rebocho de Albuquerque Cristo; quarto, J煤lio Domingos Pedrosa da Luz de Jesus; quinto, 脫scar Augusto Mendes da Gra莽a; sexto, Rog茅rio Augusto Neto Barroca.

9 鈥 A Direc莽茫o 鈥 os corpos sociais 鈥 era constitu铆da por Amaro Neves (presidente), Am茅rico B. Figueira (vice presidente) e os vogais Rog茅rio Barroca, Esmeralda B. Figueira, H茅lio R. Terr铆vel, Jos茅 Figueiredo da Silva e M. Gabriela Gon莽alves; As. Geral: Deniz Padeiro, Jo茫o Marins Ribeiro e J煤lio Pedrosa; Cons. Fiscal: 脫scar Gra莽a, Henrique de Oliveira e Jo茫o Afonso Cristo.

10 鈥 As reuni玫es decorriam, como antes (salvo as do grupo mais alargado, que se faziam na Escola Secund谩ria Homem Cristo), na cave da minha casa, na Rua M谩rio Sacramento, 77 3.潞 - D., assim continuando at茅 1982.

11 鈥 Para pormenores do programa, consulte-se o n潞 1 do Boletim da ADERAV.

12 鈥 Na reuni茫o com o edil, Dr. Gir茫o Pereira, estiveram Amaro Neves, Rog茅rio Barroca e 脫scar Gra莽a, sendo a proposta de defesa da F谩brica Campos apresentada por este. De notar a preocupa莽茫o com a constitui莽茫o desta delega莽茫o: o presidente da ADERAV e dois arquitectos.

13 鈥 Dessa mem贸ria se registaram os pontos principais, no "notici谩rio-interven莽茫o" do Boletim n潞 1

14 鈥 Livro de Actas. Acta de 9 de Julho de 1979.

(15) 鈥 Amaro Neves foi reeleito como presidente, Deniz Padeiro presidia 脿 Assembleia Geral e Renato Ara煤jo ao Conselho Fiscal.

(16) 鈥撀 "Notici谩rio/interven莽茫o", Boletim n掳 2, Aveiro,1980.

(17) 鈥 Acta n潞 18, de 21 de Abril de 1980.

(18) 鈥 Registe-se que esta "come莽ou por funcionar numa sede provis贸ria posta ao dispor da Associa莽茫o por Amaro Neves, passou depois para uma sala (ali谩s bem desconfort谩vel) cedida pela C. M. de Aveiro, sita na rua Combatentes da Grande Guerra. Tendo a C芒mara procedido 脿 venda do im贸vel foi a Direc莽茫o avisada de que deveria proceder 脿 retirada de toda a documenta莽茫o [...] Entretanto, para funcionar, como terceira sede foi cedida uma sala em Aradas, pelo associado Artur Jorge Almeida" (Boletim n.潞 5, Aveiro,1981).

(19) 鈥 Aveiro estava a viver momentos agitados pela pretens茫o, j谩 autorizada pela C芒mara Municipal, de construir o "Edif铆cio Rumo", no centro do C么jo. A isto se opunha, tenazmente, a ADERAV, pelas implica莽玫es que da铆 adviriam... o que levou alguns elementos, numa atitude audaz, a afixarem cartazes, noite dentro, com vasos de flores, no sitio onde outros iriam lan莽ar, no dia seguinte, a 1陋 pedra da dita obra. Dirigiu esta ac莽茫o Aristides Hall e 脡nio Semedo... com outros, cujos nomes havia que defender.

(20) 鈥 A constitui莽茫o dos Corpos Sociais est谩 no Boletim n潞 6, Aveiro, 1982. A As. Geral era presidida por Amaro Neves e como vice-presidente da Direc莽茫o estava 脡nio Semedo.

(21) 鈥 A comunica莽茫o foi a cargo de Amaro Neves.

(22) 鈥 De h谩 meses que se falava, no executivo municipal, na necessidade de haver um boletim informativo, de car谩cter cultural. Simplesmente, era necess谩rio que algu茅m o fizesse... e n茫o surgia o boletim! Ent茫o, consultada a Comiss茫o Organizadora e a Direc莽茫o da ADERAV, entendeu-se que o bem geral deve estar acima do particular e foi oferecido ao vereador Cust贸dio Ramos todo o "n煤mero especial" preparado para ser Boletim ADERAV, nascendo, assim, o n潞 1 do "Boletim Municipal de Aveiro".

(23) 鈥 Saliente-se que, nas recolhas efectuadas, v谩rios aveirenses (que n茫o eram associados da ADERAV) como Jo茫o Sarabando, Dr. Moreira Lopes, Gerv谩sio e Carlos Aleluia... confiaram 脿 comiss茫o, sem reserva nem qualquer contrapartida, pe莽as art铆sticas de reconhecido valor, das suas colec莽玫es. Isto mostra a credibilidade que ADERAV, pelas suas ac莽玫es, havia conquistado na imagem p煤blica.

(24) 鈥 O Dr. Carlos Alegre e outros, membros da ADERAV, continuaram a desenvolver servi莽os comuns.

(25) 鈥 Consulte-se "Notici谩rio-Interven莽茫o", Boletim n潞 9. 1983.

(26) 鈥揈sta refer锚ncia, positiva, contrasta com a aus锚ncia de actas de Mar莽o de 1981 a Maio de 1983.

(27) 鈥 Acta n潞 40, de 18 de Novembro, 1983.

(28) 鈥 "Notici谩rio-Interven莽茫o", Boletim n潞 11, Maio de 1984. De facto, ainda antes do ver茫o desse ano, o referido cat谩logo estava esgotado. A respectiva comiss茫o organizadora foi constitu铆da por Amaro Neves, Ant贸nio J. Cruz Mendes, Artur Jorge Almeida, Casimiro Ferreira, Henrique de Oliveira, Jo茫o Afonso Cristo, Jo茫o de Meio Freitas, Louren莽o Santos, Manuela Salom茅, M. Helena Lucas e Rog茅rio Barroca.

(29) 鈥 Idem, Ibidem.

(30) 鈥 A Comiss茫o Organizadora foi constitu铆da por Amaro Neves, 脡nio Semedo e C芒ndido Teles.

(31) 鈥 Em Boletim n潞 14, 1985, apresentam-se as conclus玫es e uma mem贸ria da 21 colectividades presentes.

(32) 鈥 A explica莽茫o vem no "Not铆c铆谩rio-Interven莽茫o" do Boletim n潞 14, considerando os primeiramente eleitos que os s贸cios presentes na elei莽茫o tinham sido poucos em rela莽茫o ao total do colectivo.

(33) 鈥 Acta n潞 12, de 10 de Mar莽o de 1986.

(34) 鈥 A Comiss茫o Organizadora foi constitu铆da por Amaro Neves, C芒ndido Teles e 脡nio Semedo.

(35) 鈥 Especialmente da "comiss茫o" Amaro Neves, 脡nio Semedo e Artur Jorge Almeida.

(36) 鈥 De verdade, este Boletim n茫o foi feito pelo "corpo redactorial", surgindo problemas diversos que o tempo foi ajudando a resolver.

(37) 鈥 Foi grande a sua aceita莽茫o, beneficiando das boas rela莽玫es de amizade do Sr. Lu铆s Costa, sempre dispon铆vel para promover esta regi茫o e os seus valores culturais.

(38) 鈥 Como se depreende, nem sempre foi tudo t茫o cordial quanto se desejava, mas os objectivos fundamentais prevaleciam para al茅m dos desacertos de momento.

(39) 鈥 Na Acta n潞 16, de 29 de Julho de 1986, a Direc莽茫o congratulou-se pelo 锚xito deste certame, "cuja comiss茫o integrou os seguintes associados: C芒ndido Teles, Amaro neves, 脡nio Semedo, Jo茫o Gaspar e Paulo Rebocho".

(40) 鈥 Por merc锚 da aquisi莽茫o do Seman谩rio Litoral (Amaro Neves e Armando Fran莽a), a partir de 1985, os textos e actividades da ADERAV passaram a ter ali particular destaque, ao mesmo tempo que eram abordadas com frequ锚ncia as problem谩ticas globais da Defesa do Patrim贸nio Natural e Cultural da Regi茫o de Aveiro. Ali谩s, em Acta de 18 de Fev., a Direc莽茫o da ADERAV prop玫e um concurso sobre Patrim贸nio Cultural, a ter efeito nas p谩ginas do Seman谩rio Litoral.

(41) 鈥 脡nio Semedo e Artur Jorge Almeida.

(42) 鈥 Consta como aprovada a edi莽茫o, na 煤ltima reuni茫o da Direc莽茫o anterior. Veja-se Boletim n潞 17. ADERAV, Aveiro, 1989. Apesar de muito sucinto sobre a funda莽茫o, remetemos para esse trabalho o leitor, evitando repetir alguns apontamentos ent茫o produzidos.

(43) 鈥 "Notici谩rio-Interven莽茫o", Boletim n潞 17, Agosto de 1989.

(44) 鈥 A organiza莽茫o e revis茫o dos textos foi feita por Amaro Neves.

(45) 鈥 No final de Novembro, foi decidido ofertar a esta C芒mara Municipal 芦175 volumes de obras editadas pela ADERAV, para serem distribu铆das a escolas e associa莽玫es culturais禄, encarregando-se da entrega a associada M. Jos茅 Ouellet ("Notici谩rio", Boletim n潞 18, Aveiro, Nov. de 1990).

(46) 鈥 Dessa comiss茫o fizeram parte os associados (por ordem alfab茅tica): Amaro Neves, Artur Fino, C芒ndido Teles, Emanuel Cunha, 脡nio Semedo, Fernando J. Morgado, Jeremias Bandarra, Jo茫o G. Gaspar e Vasco Branco, sobrando apenas dois outras elementos: Faria Frasco e Henrique Diz.

(47) 鈥 Boletim n潞 18.

(48) 鈥 Idem.

(49) 鈥 Edi莽茫o de 20-07-1990.

(50) 鈥 Por ordem alfab茅tica: Amaro Neves, Artur Fino, C芒ndido Teles, Emanuel Cunha, 脡nio Semedo, Jeremias Bandarra, Jo茫o Gaspar e Vasco Branco. Ali谩s, estes elementos mantiveram-se igualmente, na realiza莽茫o da III Bienal, em 1993, com repetido 锚xito. As seguintes edi莽玫es foram sendo, cada vez mais, assumidas pelos servi莽os municipais (ainda que com interven莽玫es pontuais dos associados, como, por exemplo, as sess玫es de abertura e de interven莽茫o sobre a Hist贸ria da Cer芒mica na regi茫o), institucionalizando o certame.

(51) 鈥 Cat谩logo da II Bienal Internacional de Cer芒mica Art铆stica 鈥 Aveiro 91, C.M. Aveiro, 1991. Os cat谩logos foram da concep莽茫o do artista gr谩fico Artur Fino, com a colabora莽茫o de Jeremias Bandarra.

(52) 鈥 Era composta por Maria Jo茫o Fernandes "de quem apresentou curr铆culo", Manuel Rodrigues, Manuel Barreira, Cardoso Ferreira, Ant贸nio S茅rgio Azeredo, M. Gabriela Faria, Jos茅 Maria. A DI" Maria Jo茫o Fernandes, n茫o residindo em A veiro mas interessada no seu estudo por raizes familiares, havia-se inteirado da situa莽茫o da ADERAV e propunha-se, com alguns apoios, faze-la renascer, face aos reconhecidos bons servi莽os que por esta associa莽茫o se haviam prestado, em vez de pessoalmente se estarem a criar organismos paralelos... e, nisto, colheu boas vontades, sendo primeira preocupa莽茫o da presidente relan莽ar o debate sobre a "Arte Nova", a partir de uma publica莽茫o que, sobre este tema, se estava a ultimar.

(53) 鈥 Mantiveram-se por todo o mandato (at茅 2002), neste 贸rg茫o, os seguintes elementos: Amara Neves, Ant贸nio S茅rgio Azeredo, Delfim Bismarck, Pedro Silva ...

(54) 鈥 A organiza莽茫o deste evento foi partilhada entre a C芒mara Municipal e ADERAV, com a participa莽茫o directa de v谩rios associados como palestrantes.

(55) 鈥 O mais vis铆vel foi protagonizado (certamente por quest玫es pessoais contra a presidente e/ou Direc莽茫o para que fora eleito) no Campe茫o das Prov铆ncias de 11 de Fev. de 1999 e seguintes, obrigando o presidente da As. Geral, nas edi莽玫es sequentes, a defender a Associa莽茫o, enquanto a presidente prestava os necess谩rios esclarecimentos.

(56) 鈥揕ivro de Actas. Acta n潞 44.

(57) 鈥 A listagem destas propostas encontra-se publicada em Patrim贸nios, n潞 1, Aveiro, 2001, pg.153-157.

(58) 鈥 A apresenta莽茫o teve lugar a 5 de Maio, com vasto audit贸rio, no Museu da Rep煤blica, aproveitando-se para comemorar o 22潞 anivers谩rio da associa莽茫o.

(59) 鈥 Revista Patrim贸nios, n潞 2, 11 s茅rie, Aveiro, 2002, pg. 159.

(60) 鈥 O texto est谩 inserto na revista Patrim贸nios, n潞 3, Aveiro, 2003, pg. 151.

(61) 鈥 Idem, pg 154.

(62) 鈥 A rela莽茫o consta de Patrim贸nios. n潞 3. Aveiro, 2003. pg. 155-158.

(63) 鈥 Casos relacionados com a constru莽茫o do "Edif铆cio Rumo", projectado para o centro de Aveiro, no local onde se encontra o Forum...

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12 de Maio 2005鈥 Dia da Cidade de Aveiro. Em Sess茫o Solene realizada neste dia no Sal茫o Nobre dos Pa莽os do Concelho de Aveiro, foi atribu铆da 脿 ADERAV a Medalha de M茅rito Municipal de Grau Prata pelo Exm.潞 Senhor Presidente da C芒mara Municipal de Aveiro, Dr. Alberto Afonso Souto de Miranda. in "Patrim贸nios" 鈥 n.潞 5, Julho 2005, Ano XXVI, 2陋 s茅rie.


漏 2012