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registos » artigos » Jos茅 Luciano de Castro

Jos茅 Luciano de Castro

Jos茅 Luciano de Castro nasceu na Casa-Solar de Oliveirinha, em 14 de Dezembro de 1834.

O Pai, Francisco Joaquim de Castro Pereira Corte Real era origin谩rio da Casa de Fij贸, concelho da Feira e foi o 煤ltimo Morgado da Casa de Oliveirinha, cujo v铆nculo terminou em 30 de Junho de 1830; exerceu v谩rios cargos p煤blicos de n铆vel local: vogal da Junta Governativa de Aveiro (1845) e Presidente da C芒mara Municipal de Aveiro (1857 e 1858). O pai deste - av么 de Luciano de Castro 鈥 Jo茫o de Castro da Rocha Tavares Pereira Corte Real, tamb茅m exercera cargos a esse n铆vel, pois fora capit茫o-mor e juiz de direitos reais, na Feira, mas tinha carta de bras茫o de armas, concedida em 2 de Abril de 1813.

Por seu turno a M茫e, Maria Augusta Menezes da Silveira era filha de Ant贸nio Ven芒ncio da Silveira Matoso e Vasconcelos e era senhora dos v铆nculos de Oliveirinha, Salgueiro, Raba莽al, Font茫o e Espinhel. Era rica, portanto, pelo menos, mais rica que o marido, em termos titulares, como em dimens茫o das propriedades, tanto que, quando juntou aos da mulher os seus pr贸prios bens, optou por residir na Casa Solar de Oliveirinha, que era de sua mulher e a铆 constituir descend锚ncia.

Apesar dos t铆tulos com que se ornavam os pais e av贸s de Jos茅 Luciano, a sua 谩rvore geneal贸gica n茫o mostra grandes vultos de alta linhagem, nem titulares de elevados cargos pol铆tico-administrativos. Nela encontramos cavaleiros da Ordem de Cristo, senhores de morgadios, capit茫es e sargentos mores, um juiz de 贸rf茫os, um desembargador do Porto, um escudeiro e um fidalgo da Casa Real.

Jos茅 Luciano era o 4.潞 de seis filhos. Os tr锚s mais velhos foram Ant贸nio Augusto de Castro, Francisco de Castro Matoso e Maria Augusta de Castro; os dois mais novos eram do sexo feminino, Ana Am茅lia e Augusta Maria de Castro; tr锚s rapazes e tr锚s raparigas, portanto.

Jos茅 Luciano foi baptizado no dia 29 de Dezembro de 1834, no orat贸rio privado da Casa Solar, com expressa autoriza莽茫o do Bispo de Aveiro tendo sido a cerim贸nia dirigida pelo Padre Manuel Dias Vieira dos Reis.

Sobre a sua inf芒ncia n茫o se conhecem refer锚ncias especiais, toda passada, muito provavelmente, em Oliveirinha e Font茫o, outra casa de fam铆lia, onde ia com frequ锚ncia. J谩 do seu tempo de jovem escolar se sabe que os pais pretenderam que acompanhasse seu irm茫o Francisco, quase tr锚s anos mais velho, nas aulas de Humanidades, com professores particulares, em Aveiro. Iam de Oliveirinha a Aveiro, em charrete, acompanhados pelo velho criado Bernardo, o que n茫o os impedia de aproveitarem todas as oportunidades para as escapadelas e diabruras pr贸prias da sua idade, como tomar banho nos po莽os da G芒ndara da Costa. A verdade 茅 que, quando as diabruras eram de maior monta, a autoridade paterna fazia-se sentir: reunia todos os filhos no maio da sala grande e aplicava aos prevaricadores a莽oites vigorosos. Hoje, o pai poderia ser acusado de viol锚ncia dom茅stica sobre menores; na 茅poca, tal atitude fazia parte da educa莽茫o.

Jos茅 Luciano desde cedo se revelou estudioso e aplicado 脿s letras, como atestam os seus resultados liceais: em Outubro de 1844, com 11 anos de idade, foi aprovado no exame de Latinidade, em 1848, fez exame de Catecismo e em 1849 fez provas de L铆ngua Francesa, todas com aprova莽茫o un芒nime do j煤ri e elevada classifica莽茫o. Fez, tamb茅m, provas de Filosofia Racional e Moral, Gram谩tica e Ret贸rica, mas n茫o se conhecem os registos dos exames, nestas mat茅rias.

Com 14 anos tinha todos os estudos necess谩rios para se matricular na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Mas havia um 贸bice legal: ainda n茫o tinha atingido a idade m铆nima exigida, que era de 16 anos.

A dificuldade foi contornada, atrav茅s de um expediente que parecia ser normal, na 茅poca: sem se falsificar o registo de nascimento/baptismo, forjou-se uma certid茫o do mesmo que, em vez de atestar a realidade da data registada, se fez recuar a data do nacimento para o dia 14 de Setembro de 1833 e o baptizado para o dia 29 do mesmo m锚s. 脡 evidente que o p谩roco respons谩vel aceitou a manobra que, afinal, n茫o prejudicava ningu茅m, e a certid茫o com a assinatura daquele, devidamente reconhecida pelo tabeli茫o foi, depois, apresentada no acto da matr铆cula. Afinal, nada que n茫o viesse a acontecer com outros futuros primeiros-ministros, noutros contextos.

Assim, no dia 4 de Outubro de 1849, com 13 anos, 9 meses e 20 dias, inscrevia-se no 1.潞 ano de Direito. Frequentou os cinco anos do curso, sempre com bom aproveitamento, at茅 11 de Julho de 1854; tinha 19 anos. 脡 curioso recordar que, entre os seus colegas de curso, estavam pessoas que vieram a ter preponder芒ncia pol铆tica e cultural, no Pa铆s, como era o caso de Augusto Barjona de Freitas, Ant贸nio Soares de Passos, Henrique Gama Barros, Alves da Fonseca ou Ant贸nio Teles de Vasconcelos. Tamb茅m da sua vida universit谩ria em Coimbra n茫o constam factos assinal谩veis, se exceptuarmos um epis贸dio que ficou conhecido por a Tomarada, uma marcha a p茅 de centenas de estudantes, de capa e batina, em protesto contra uma decis茫o do Governo, a que Jos茅 Luciano n茫o aderiu, nem referiu nas p谩ginas do jornal 芦O Conimbricense禄, em que escrevia, desde o primeiro n煤mero. E, exactamente para n茫o tocar no assunto suspendeu durante uns poucos de meses a sua colabora莽茫o no jornal. Uma pequena ast煤cia.

Depois de formado, Jos茅 Luciano foi tentado por uma carreira no ensino polit茅cnico, mas sem sucesso, nas provas p煤blicas que teve que prestar para o efeito.

Assim, foi o jornalismo e a ajuda financeira paterna quem permitiu a Jos茅 Luciano sobreviver nos primeiros tempos ap贸s a formatura. Ele tinha-se iniciado, n鈥橭 Observador, com um primeiro escrito, em 1851, tinha 16 anos e frequentava o 3.潞 ano de Direito. Escreve neste jornal at茅 finais 1853, sobre as mais variadas quest玫es, quase todas de 铆ndole pol铆tica. Em Fevereiro de 1852, o Campe茫o do Vouga que passou a publicar-se, em Aveiro, contou, desde logo com a colabora莽茫o de Luciano de Castro, de cuja redac莽茫o passou a fazer parte. Em 1854, o Observador transformou-se no Conimbricense. Em 1855, foi co-fundador, com Almeida Vilhena, de A Aurora, jornal de caracter铆sticas liter谩rias. Sem deixar de colaborar nos jornais citados, em 1856 e 1857, colaboraria, tamb茅m, no Revolu莽茫o de Setembro, onde defendeu acerrimamente o governo da 茅poca e a pol铆tica fontista.

Entre a data da sua formatura e a sua ida para o Porto, em 1858, para se candidatar a professor da Academia Polit茅cnica, Jos茅 Luciano, tinha a casa de seus pais, em Oliveirinha, como morada normal. Apesar da sua passagem por Coimbra, Luciano de Castro assumia uma vida completamente provinciana. A ida para o Porto constituiu uma altera莽茫o profunda nos seus h谩bitos sociais. Frustrada a sua entrada no ensino, abriu banca de advogado, conseguiu a colabora莽茫o em v谩rios jornais portuenses de grande projec莽茫o 鈥 que lhe rendiam uma boa parte dos seus proventos 鈥 e integrou-se no vasto c铆rculo das tert煤lias liter谩rias da cidade. Foi a铆 que conheceu e conviveu com Camilo Castelo Branco, Arnaldo Gama, Alexandre Braga, Soares dos Passos, J煤lio Dinis, Augusto Soromenho, entre muitos e muitos outros de maior ou menor nomeada. No Porto, come莽ou por se instalar numa casa de h贸spedes, na Travessa do Laranjal, onde tamb茅m vivia Camilo, no tempo do seu romance com Ana Pl谩cido. Pouco depois, entrou na redac莽茫o do Com茅rcio do Porto e um pouco mais tarde tornou-se no redactor principal do Nacional.

Mas Luciano de Castro aspirava a um jornal pr贸prio que lhe trouxesse maiores rendimentos, pelo que, em Mar莽o de 1859, com Jos茅 Barbosa de Le茫o, fundou o Jornal do Porto, onde J煤lio Dinis publicou, em folhetins, os seus romances As Pupilas do Senhor Reitor, A Morgadinha dos Canaviais e Uma Fam铆lia Inglesa. Se o jornalismo era a sua paix茫o, n茫o se mostrou menos apto no exerc铆cio da advocacia e no estudo do Direito, a ponto de ter fundado, juntamente com o seu colega Alves da Fonseca, j谩 em 1867, a revista O Direito, que ainda hoje perdura. Mas, o jornalismo era a sua paix茫o, por causa da paix茫o pela Pol铆tica: mais de 90% dos seus escritos versam quest玫es pol铆ticas, pr谩ticas ou te贸ricas.

A verdadeira e real vida pol铆tica iniciou-a Jos茅 Luciano quando em 25 de Janeiro de 1855, entrou na vida parlamentar, como deputado eleito pela Feira. Tinha 20 anos de idade.

脡 o epis贸dio que o leva 脿 pol铆tica concreta que o liga, pela primeira vez a Anadia. Em finais de 1854, vaga o lugar de deputado pelo c铆rculo n.潞 15 (Feira), o que determinou a realiza莽茫o de uma elei莽茫o complementar, em 3 de Dezembro, daquele ano. Jos茅 Luciano desejoso de ingressar na C芒mara de Deputados solicitou a Jos茅 Estev茫o, o grande eleitor da regi茫o de Aveiro, que o fizesse eleger por aquele c铆rculo. Mas, Jos茅 Estev茫o diz-lhe que j谩 estava comprometido com Alexandre de Seabra, jurisconsulto e presidente da C芒mara de Anadia, que tempos atr谩s lhe prestara relevantes servi莽os eleitorais que ele tencionava retribuir. O desejo de Jos茅 Luciano era tamanho que n茫o hesitou em escrever a Alexandre de Seabra, que n茫o conhecia pessoalmente, para que lhe cedesse a candidatura. Alexandre de Seabra era um homem muito agarrado 脿 sua terra e, sobretudo, 脿 sua fam铆lia, nomeadamente a sua m茫e, desde que o pai falecera, era ele, ainda um muito jovem estudante em Coimbra, e at茅 j谩 tinha manifestado a Jos茅 Estev茫o alguma relut芒ncia em deslocar-se para Lisboa, pelo que 鈥 sorte de Jos茅 Luciano 鈥 n茫o teve dificuldade em anuir ao pedido. Jos茅 Luciano obteve, nessa sua primeira elei莽茫o, contava, uma vict贸ria retumbante: 2429 votos contra 57 do seu opositor, Bernardo Ferreira do Amaral. O epis贸dio foi o in铆cio de uma rela莽茫o de grande amizade com Alexandre de Seabra, pois que logo que pode, se deslocou a Anadia a agradecer-lhe pessoalmente. A empatia entre os dois homens, apesar de uma significativa diferen莽a de idades, fez de Luciano de Castro uma visita frequente da Casa de Alexandre de Seabra, em Anadia.

Luciano de Castro perdeu a m茫e, em Novembro de 1863 e pouco mais de tr锚s anos volvidos, em Maio de 1867, morreu tamb茅m o pai, o que determinou a partilha de bens com seus irm茫os, o que acabava por ser uma complica莽茫o para a sua vida de pol铆tico e, sobretudo de homem de h谩bitos muito sedent谩rios e caseiros. No Porto, como jornalista raramente frequentava as redac莽玫es dos jornais de que era redactor, escrevendo e fazendo a revis茫o de provas em casa; mesmo as idas ao escrit贸rio de advocacia se resumiam 脿s estritamente necess谩rias. Esse h谩bito de sedentarismo, continuou em Lisboa, dizendo-se que, muitas vezes despachava assuntos do governo no seu Palacete dos Navegantes, que veio a adquirir para sua resid锚ncia em Lisboa. Em Anadia, tamb茅m sa铆a de casa o m铆nimo poss铆vel, como testemunharam alguns dos criados da casa que ainda sobreviviam, h谩 quatro ou cinco d茅cadas. Levava j谩 cerca de dez anos de vida pol铆tica e n茫o se lhe conheciam namoradas ou pretendentes, pelo que a s煤bita falta dos pais o deixou praticamente sem 芒ncora familiar.

Em 1867, a filha de Alexandre de Seabra, Maria Em铆lia Cancela de Seabra, nascida em Setembro de 1846, que Jos茅 Luciano conhecera com cerca de dez anos de idade, era j谩 uma jovem senhora, na casa dos 20 anos. Tamb茅m, quer na correspond锚ncia, quer nos papeis que hoje constituem arquivo da fam铆lia Seabra de Castro, propriedade da Miseric贸rdia de Anadia, n茫o surgem not铆cias de namoro entre ambos. Dir-se-ia que comodisticamente, Jos茅 Luciano transformara a amizade com a jovem Maria Em铆lia em amor, mas sem manifesta莽玫es conhecidas, pois que, em 4 de Agosto de 1867, cerca de dois meses depois da morte do pai, celebram o casamento. Ele tinha 33 anos de idade e ela pouco mais de vinte.

Vista com olhos de hoje, a cerim贸nia teve aspectos de quase clandestinidade. Pelas dez horas da noite do dia 3 de Agosto, a Banda Filarm贸nica de Anadia dava in铆cio p煤blico 脿s cerim贸nias nupciais, executando, nos jardins do palacete de Alexandre de Seabra, uma casa acabada de construir em 1860, v谩rias pe莽as do seu report贸rio, perante familiares pr贸ximos dos noivos e de pouco mais de duas d煤zias de convidados estranhos 脿s fam铆lias. Ao mesmo tempo gir芒ndolas de foguetes animavam aquele in铆cio de madrugada, para g谩udio de um n煤mero significativo de habitantes da ent茫o muito pequena vila de Anadia.

Pelas 3 horas do dia 4, os noivos, acompanhados pelos pais e tios da noiva dirigiram-se, a p茅, para a capela do Hosp铆cio de Santo Ant贸nio, edif铆cio que uma vez derrubado veio dar lugar ao actual edif铆cio dos Pa莽os do Concelho; era um percurso de cerca de uma centena de metros. As testemunhas do acto, foram figuras, j谩 na 茅poca, de elevada import芒ncia: Barjona de Freitas, que era ministro dos Neg贸cios Estrangeiros e da Justi莽a, Anselmo Jos茅 Braamcamp, conselheiro de Estado e ministro honor谩rio e o irm茫o de Jos茅 Luciano, Francisco Matoso, 脿 茅poca ajudante do procurador r茅gio, no Porto.

No meio de grande alegria popular e mais foguetes, os noivos recolheram ao palacete. Na manh茫 seguinte, pelas onze horas foi servido um magn铆fico lunch e, pelas duas da tarde, um cortejo composto por duas dilig锚ncias e tr锚s carruagens, levando os noivos e os seus convidados lisboetas, seguiu para a Mealhada, onde apanharam o comboio em direc莽茫o a Lisboa.

O inusitado da tardia hora da cerim贸nia do casamento tinha uma explica莽茫o oficial, o luto recente de Jos茅 Luciano; as m谩s-l铆nguas, algum tempo depois, com o nascimento da primeira filha do casal, que ocorreu precisamente sete meses depois, em 4 de Mar莽o, especularam outro tipo de explica莽玫es. A verdade 茅 que as colunas elegantes dos jornais e gazetas, anunciavam sempre o anivers谩rio de Maria Henriqueta, em 4 de Maio, o que correspondia a nove meses exactos ap贸s o casamento dos pais. O casal ficou a residir em Anadia, e a vida de Luciano de Castro passou a dividir-se entre Lisboa e Anadia.

Em Lisboa era deputado, director-geral dos Pr贸prios Nacionais e director da Revista 鈥淥 Direito鈥; em Anadia, tinha a sua nova fam铆lia, pois ainda n茫o possu铆a casa, em Lisboa, que o pudesse acolher as suas duas filhas, nascidas nos anos imediatos ao seu casamento.

O Palacete de Alexandre de Seabra, em Anadia, oferecia-lhe, al茅m do acolhimento familiar, as condi莽玫es necess谩rias para receber as in煤meras figuras pol铆ticas com quem se ia relacionando e estreitando la莽os de amizade e cumplicidades pol铆ticas. Luciano de Castro revelava-se, em muitas ocasi玫es, uma pessoa comodista, que deixava ao cuidado da mulher tratar dos assuntos dom茅sticos, que inclu铆am a administra莽茫o das suas vastas propriedades rurais, especialmente, depois da morte do sogro, em 1898; para ele reservava o trabalho de estadista, acima das comezinhas quest玫es do quotidiano. Ainda assim, n茫o deixava de conviver, com frequ锚ncia, com os seus novos conterr芒neos, sobretudo os mais ilustres, como os marqueses da Graciosa, ou com os Cancellas, parentes pr贸ximos de sua mulher, mas tamb茅m, com as classes mais populares, cuja amizade cultivava, at茅 pelas 贸bvias raz玫es da necessidade do seu voto pol铆tico. Por isso, fez parte de todas as agremia莽玫es existentes na Vila de Anadia que iam do Gr茅mio Recreativo, 脿 Sociedade Dram谩tica, 脿 Filarm贸nica local, associando, igualmente, o seu nome, a institui莽玫es de 铆ndole econ贸mica, como a Associa莽茫o Vin铆cola da Bairrada, uma sociedade comercial, de que ele era um dos quatro s贸cios, a qual foi a pioneira do fabrico co champanhe em Portugal. Foi, tamb茅m, um dos fundadores, em 1908, da Santa Casa da Miseric贸rdia de Anadia.

Curiosamente, em Anadia, onde os ventos republicanos, em 1910, sopraram violentos e desvairados, nunca o ex-primeiro ministro da Monarquia foi minimamente incomodado. Veio a falecer, em Mar莽o de 1914, constituindo o seu funeral, uma impressionante manifesta莽茫o de pesar, juntando, muitos milhares de pessoas, vindas de todas as partes do Pa铆s, como n茫o havia mem贸ria, em terras de prov铆ncia.

A verdade 茅 que o povo de Anadia, jamais o esqueceu e, pouco mais de um ano ap贸s a sua morte, j谩 os jornais locais reclamavam que lhe fosse prestada uma homenagem mais perene, como a erec莽茫o de um busto. A ideia teve imediato acolhimento, mas demorou a concretizar, porque foi necess谩rio que o povo 鈥 e s贸 o povo 鈥 juntasse os v谩rios contos de reis necess谩rios. O busto foi inaugurado em 1 de Agosto de 1926 e Anadia ainda hoje recorda o grande estadista.

Carlos Alegre

(Palestra/comunica莽茫o apresentada em 2 de Maio de 2012,no audit贸rio da Junta de Freguesia de Oliveirinha.

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12 de Maio 2005鈥 Dia da Cidade de Aveiro. Em Sess茫o Solene realizada neste dia no Sal茫o Nobre dos Pa莽os do Concelho de Aveiro, foi atribu铆da 脿 ADERAV a Medalha de M茅rito Municipal de Grau Prata pelo Exm.潞 Senhor Presidente da C芒mara Municipal de Aveiro, Dr. Alberto Afonso Souto de Miranda. in "Patrim贸nios" 鈥 n.潞 5, Julho 2005, Ano XXVI, 2陋 s茅rie.


漏 2012